Brasileiro da irregularidade

Qual time esta praticando o melhor futebol no Brasil? Qual se destaca? Quem esta pelo menos um degrau acima dos outros?

Quase no fim de agosto e não temos como responder a estas perguntas de forma clara, sem dúvidas. A cada rodada a regularidade ou a falta dela se faz presente em toda a tabela do campeonato.

O Palmeiras, mesmo sem apresentar futebol vistoso parece ter superado a falta que Fernando Prass faz e já abre 7 pontos de vantagem para o Grêmio (quinto colocado), justamente um dos clubes que perdeu ótima chance de subir na tabela, ao empatar com o Galo em casa, em resultado que deixou o time mineiro na terceira posição depois do Flamengo ter conseguido mais uma vitória é novamente com atuações destacadas de Leandro Damião e Diego.

Damião que hoje seria rei no Parque São Jorge, onde Cristóvão já começa a balançar no cargo depois de uma derrota incontestável para a Ponte Preta, que só não tirou o time do G4 por conta dos demais resultados, inclusive uma improvável derrota do Santos na Vila frente o Figueirense, na despedida de Gabigol.

A irregularidade também se faz presente na parte inferior da tabela, onde o São Paulo com um empate em casa para o Coritiba se vê novamente preocupado com a zona de rebaixamento, algo que o Cruzeiro parece estar fugindo de vez e que hoje é a realidade de um surpreendente Internacional, que completou 14 jogos seguidos sem vitória é entrou no Z4.

Regularidade mesmo só com o América-MG, que já parece estar na pré temporada para a série B de 2017.

Ouro sofrido!

Brasil com o peso do favoritismo contra uma Alemanha em busca do primeiro ouro depois da unificação.
As escalações de ambos os times mostravam um jogo aberto, principalmente pelo lado do Brasil, mas o peso de uma final normalmente deixa o jogo mais pegado e na final olímpica não seria diferente.

A seleção canarinho, por conta dos nomes em campo apostava em jogadas de velocidade e em marcação pressão, até para deixar a defesa respirar. Do lado alemão, jogadores fortes fisicamente, mas sem criar lances de perigo.

Enfrentando um adversário qualificado, não tivemos o fator surpresa dos outros jogos, onde Neymar atuou como meia e criou lances de perigo aproveitando a velocidade de Luan, Gabigol e Gabriel Jesus.

As bolas paradas fizeram a diferença na primeira etapa. A Alemanha quase abriu o placar em duas bolas que pararam na trave, mantendo o zero de um lado do placar.

Zero que não aconteceu do lado brasileiro depois de uma falta cobrada magistralmente por Neymar, sem chances para o goleiro alemão.

O peso da decisão se fez presente principalmente pela inexperiência na marcação dos jogadores brasileiros. Após o gol, a seleção abusou das faltas, inclusive com jogadores importantes amarelados.

A vitória parcial na primeira etapa pelo placar foi justa, mais pelas poucas chances criadas do que pelo domínio brasileiro.

A segunda etapa começou com a Alemanha um pouco melhor, mas com Neymar mais avançado, causando preocupação a zaga alemã, mas parecia que o Brasil não tinha voltado para a segunda etapa, tanto que o time europeu conseguiu uma jogada trabalhada e empatou o jogo logo no começo da segunda etapa.

O jogo continuou melhor para o time europeu e Micale fez a primeira substituição tirando Gabigol (em má atuação) e apostando em Felipe Anderson, mudando a forma de jogar do Brasil, com dois meias de criação, mas era nítida a dificuldade e o nervosismo dos brasileiros. Alguns lances de bola alçadas na área, pensando no tamanho de nossos jogadores de frente.

Pouco foi criado pelos dois times na segunda etapa, principalmente pelo cansaço dos dois times e o resultado foi o empate no tempo normal e a prorrogação na final.

O primeiro tempo da prorrogação foi fraco. Sem chances de gol reais, e com uma Alemanha mais postada esperando as penalidades por conta do declínio físico.

Logo no começo da segunda etapa Felipe Anderson apareceu livre, mas parou em grande defesa do goleiro alemão, mantendo o empate e parecia que o Brasil iria melhorar, mas foi apenas uma leve impressão e a segunda etapa rumou arrastada, com o lado físico cada vez mais evidente somado ao medo que um gol sofrido encerraria o sonho dourado para qualquer um dos times.

Resultado. Final nas penalidades. Brilhou a estrela de Weverton, com defesa num ultimo chute. Brilhou a estrela dos batedores brasileiros , que converteram suas cobranças e garantiram um ouro inédito para o futebol masculino.

Demos show? Longe disso. Temos uma evidência de que existe muito para melhorar, mas seria injusto com vários jogadores ter o peso de não ter conquistado esta medalha no Maracanã.

Parabéns e que esta conquista dourada traga boas energias para o nosso futebol.

Mais um gol da Alemanha

Hoje à noite não duvido que a seleção dinamarquesa ganhe a força dos torcedores de Grêmio, Palmeiras e Santos. A vexatória eliminação serviria para que os clubes já contassem com seus jogadores olímpicos na primeira rodada do returno do Brasileiro.

Infelizmente é mais um dos absurdos que a CBF proporciona. Já não bastasse ter a competição disputando atenção com as Olimpíadas, chegamos ao extremo onde além de não ter a torcida q favor, teremos torcida contra,isso somado as más atuações da seleção.

Custava ter adaptado o calendário? Interromper o campeonato até o fim dos jogos? Se ao menos nosso calendário seguisse o europeu, o impacto seria menor. Estaríamos nas fases iniciais, com todo o campeonato pela frente.

Mas ninguém quer mudança. Para quem esta no comando, esta bom assim. Os dirigentes dos clubes parecem aqueles cachorrinhos pequenos, que só latem e não assustam.

É, o 7 x 1 foi pouco.

Como acreditar nesta seleção?

Depois do segundo empate seguido e ainda sem marcar gols, como acreditar na seleção olímpica, que completou mais de 180 minutos sem marcar um gol na competição, isto com o Neymar e cia contra África do Sul e Iraque.

Pior é pensar que o time conseguiu piorar da estreia para a segunda partida. Pior é pensar que se o Iraque tivesse dois jogadores mais qualificados tecnicamente, facilmente poderíamos ter saído com a derrota no Mané Garrincha.

Peso por conta da inédita medalha de ouro? Fale isso para atletas que não contam com patrocínio nem apoio da mídia. Atletas que quando muito, são lembrados nas Olimpíadas (e olhe lá). Pensar que Neymar “se preparou” para ser o grande nome de uma competição onde a seleção canarinho era franca favorita.

Era, no passado. Porque caso o resultado contra a Dinamarca não seja de vitória, a seleção pode se despedir na fase de grupos da competição. Culpar o técnico? Ele é o que menos merece críticas. Fez sua parte, procura por métodos de treinamento usando recursos tecnológicos, tentando sair do lugar comum. E sem a arrogância da profissão, foi humilde ao pedir desculpas pelo futebol de péssima qualidade apresentado, sem procurar justificar o injustificável.

Postura encontrada em poucos jogadores desta seleção. Renato Augusto (merecidamente vaiado) foi um dos poucos que deu a cara para bater. Gabigol e Gabruel Jesus? Parecem com a cabeça na Europa.

Levar a competição a sério? A maioria parece estar treinando, em pré-temporada. Vários jogadores com condição abaixo do esperado. E claro, somos obrigados a falar de Neymar. Depois de dar declarações que parecem ser de um garoto mimado, o jogador precisava comer a bola em campo. Fazer como grandes jogadores do passado, que falavam, tinham postura polêmica, mas na hora de resolver, assumiam a responsabilidade, não fugiam.

Infelizmente Neymar está abaixo destes jogadores. Era esperado que hoje ele fosse a referência da seleção olímpica. Fosse o homem decisivo e desse tranquilidade aos seus companheiros, mas o que vemos em campo é um jogador fominha, previsível e que como capitão acaba pilhando mais ainda seus companheiros de time ao invés de acalmar os ânimos.

Sonhar com a medalha de ouro? Hoje esta seleção precisa ter os pés nos chão para não acumular mais um resultado vexatório em casa.

Trio de ferro decepciona no fim de semana

A rodada do fim de semana tinha tudo para ser ótima para os três grandes da capital paulistana, mas o começo de semana foi de cabeça quente pra cada um deles, que perderam pontos preciosos.

Pela ordem de jogos, tivemos no sábado o empate do Corinthians em casa frente o Figueirense, em partida onde a arbitragem errou ao não expulsar Cássio em lance claro de gol. Naquela altura, o time catarinense já vencia por 1 x 0 e poderia com um a mais garantir uma importante vitória no campeonato. O Corinthians conseguiu buscar o empate, mas mesmo na vice-liderança, parece faltar algo que convença os torcedores que o time tem chance de título, principalmente pela queda técnica de seus meias e pela falta de um atacante que decida.

Em seguida, tivemos o Palmeiras recebendo o Atlético-MG em seu primeiro de vários jogos sem Gabriel Jesus e Fernando Prass. E a tão esperada vitória deu lugar a uma vitória até certo ponto improvável, visto que o time ostentava um retrospecto muito positivo como mandante. O revés não quer dizer que o Galo sobrou. Pelo contrário, o time mineiro aproveitou bem uma das poucas chances que teve e conseguiu um belo gol. Felizmente a derrota ainda não é motivo de preocupação para os alviverdes, mas existe a expectativa para recuperação já no próximo jogo. Perder pontos na próxima partida pode começar a gerar uma desconfiança inesperada no time e jogar pressão em Gabriel Jesus (que está se destacando no campeonato) e pode ter que voltar dos jogos olímpicos, com perdão do trocadilho, como “salvador do Palmeiras”.

Já o São Paulo sofreu uma derrota que não chega a ser inesperada pela qualidade do Grêmio em seus domínios, mas o que preocupa foi a forma como o time do Sul se portou. Dominando o jogo desde o começo, criando inúmeras chances de gol e esbarrando em mais uma grande atuação de Denis, que em dois jogos seguidos teve boas atuações que inclusive começam a gerar um cenário positivo a favor do goleiro. Mas ele só está aparecendo porque a defesa tricolor agora oferece muitos espaços (desde os jogos contra o Nacional, pela Libertadores). Para ajudar, a indefinição sobre a permanência de Bauza deixa tudo em aberto nos lados do Morumbi, que pode a qualquer momento perder jogadores importantes e ainda ficar sem técnico.

Rodada para os paulistas da capital esquecerem.

Será que o São Paulo continuará com sua campanha épica?

O tempo sem jogos da Libertadores obrigou o São Paulo a mudanças. Poupar jogadores, controlar ansiedade, mas impressão era de que o time chegaria bem para o primeiro jogo no Morumbi, ainda mais com as notícias de saídas de jogadores do Nacional.

Os primeiros baques foram por conta da lesão de Kelvin e a incerteza sobre recuperação de Mena. Mas a lesão de Ganso, em ótima fase, prejudicou demais a criação no meio de campo. Bauza teve azar nas escolhas dos jogadores que não renderam, apesar de uma primeira etapa onde o Tricolor controlou o jogo.

Mas a segunda etapa mostrou outro jogo. Primeiro deixando claro que o time colombiano não chegou até a semi por acaso. E segundo que as vendas não prejudicaram o time. O Nacional voltou melhor e começou a criar problemas para a meta de Denis.

E eis que um jogador que foi tão importante para a classificação acabou sendo protagonista no jogo que pode ter custado a eliminação da competição. Maicon participou de lance onde podemos até falar que o árbitro foi rigoroso, mas um jogador com passagem pelo futebol europeu não pode cair em provocações bobas

A expulsão mexeu com o jogo e nesta parte tivemos influência direta dos treinadores. Bauza não fez a escolha óbvia e optou por não colocar Lugano, apenas escolhendo reposicionar seus jogadores, ainda pensando na vitória. Já o time colombiano também saiu do óbvio e mesmo fora de casa resolveu aproveitar o bom momento e ir em busca de gols e foi premiado com dois gols onde a zaga tricolor foi facilmente envolvida.

A derrota deixa o São Paulo em situação complicada, mas não podemos esquecer que a a campanha do time na Libertadores foi recheada de momentos de superação, onde até a torcida tinha suas dúvidas e o time fez sua parte

Será que dá para duvidar? Será que dá para não acreditar em mais uma virada e continuar escrevendo esta história? A resposta vira no jogo de volta.

Palmeiras líder com a cara de Cuca

Por mais que o Santa Cruz tenha complicado o jogo no segundo tempo e por mais que o Santa Cruz não seja o time que começou empolgando no começo da competição, temos que valorizar a boa vitória do Palmeiras em casa, continuando uma sequencia positiva que o deixou na liderança do campeonato brasileiro.

E neste cenário temos que valorizar o trabalho realizado pelo Cuca. O elenco apontava para um favoritismo alviverde, mas o começo com tropeços já fez com que algumas cornetas fossem ouvidas pelos lados do Parque Antártica, mas aos poucos o técnico começou a fazer sua parte. mudando nomes, ajustando o esquema tático, adaptando a escalação aos adversários.

Algo a ser notado e elogiado é a repetição de táticas que deram certo na época que ele treinava o Atlético-MG. No fim de semana um dos fatos mais importantes foi uma escalação ofensiva (sem nenhum volante de ofício), mas com dedicação dos jogadores na marcação, justamente para que o time não ficasse exposto na defesa. O resultado foi uma vitória com alguns sustos, mas importante para fortalecer convicções e ter evidências do trabalho de qualidade que já está sendo realizado pelo técnico Cuca.

Cedo para análises mais detalhadas, mas acho impossível que o Palmeiras não fique na ponta da tabela e lute pelo menos por vaga na Libertadores, isto mesmo com possíveis desfalques de Fernando Prass e Gabriel Jesus (que inclusive pode ser vendido no meio do ano). São jogadores que podem impactar no desempenho do time, mas acredito que Cuca tenha opções principalmente para armar seu ataque e manter a qualidade apresentada até o momento.

Trabalho de qualidade que os alviverdes agradecem.

A decadência de nossos técnicos

Confesso que não acompanho o futebol chinês e imagino que seja o mesmo com vocês. Por isso fiquei surpreso ao saber que Mano Menezes e Luxemburgo foram demitidos de seus clubes do outro lado do mundo na semana passada.

Surpresa maior ao ver a pífia campanha de ambos. Mano apenas na 14 posição e Luxa com um desempenho ainda pior (8 posição na segunda divisão). Com o orçamento liberado para ambos imaginava campanhas muito melhores.Wanderley levou para a China três jogadores que seriam titulares em vários clubes brasileiros (Jadson, Luis Fabiano e Geuvãnio) e não conseguiu fazer o time dar liga.

Tal fato só evidencia o declínio técnico do nosso futebol. Enquanto técnicos argentinos ganham cada vez mais espaço nos grandes centros, os nossos treinadores sobrevivem no mercado interno apenas. Considero Tite como o melhor em atividade , mas o nome dele não é cotado no mercado externo, ao passo que Osório, que não teve alto desempenho aqui e foi muito contestado e hoje faz bom trabalho na seleção mexicana (escrevo este post antes da decisão sobre Tite assumir ou não a seleção brasileira).

Com exceção de Luxa no Real e Felipão na seleção portuguesa e Chelsea, qual treinador teve atuação ou mesmo foi cotado para times dos grandes centros europeus? O fracasso chinês inclusive faz cair por terra o argumento de quem questiona Pep Guardiola, dizendo que ele só tem sucesso por conta do que dispõe financeiramente para contratar jogadores ou mesmo pelo fato de assumir clubes com elencos galácticos.

É menosprezar alguém que trabalha com afinco e a mania brasileira de denegrir quem é melhor ao invés de enxergar os próprios defeitos. Um orçamento milionário na mão de um técnico despreparado seria apenas desperdício de dinheiro. Basta lembra que os dois técnicos citados acima não deixaram saudade na Espanha ou na Inglaterra.

Infelizmente cada vez mais aumenta a distância técnica, parecendo que estamos falando de esportes completamente distintos entre si, quando comparamos Brasil com outros centros de destaque no futebol.

Palmeiras leva a melhor no dérbi e assume a vice-liderança do Brasileirão

O dérbi paulista começou com muita marcação de ambos os lados, com o Palmeiras controlando o jogo, contando com a velocidade de Gabriel Jesus e Dudu, que inclusive renderam 3 cartões amarelos para jogadores do Corinthians, mas a falta de um meia armado somada a uma marcação mais avançada fez com que o Corinthians terminasse a primeira etapa pressionando e melhor em campo

Cuca contou com a sorte e Cleiton Xavier (que entrou no intervalo) marcou logo aos 3 minutos em rebote de Walter (após finalização de Moises) e deixou o alviverde na frente. O gol marcado logo no inicio deixou o jogo eletrizante, com jogadas rápidas de ambos os lados, preocupando as duas defesas.

Cristian (com finalização rente a trave) e Guilherme (em bola que explodiu na trave) criaram lances para o empate alvinegro, mas nos contra-ataques o Palmeiras era perigoso e já tinha obrigado Walter a praticar grande defesa e evitar o segundo gol e contou com a sorte em bola rente a linha e finalização perigosa de Tchê Tchê.

Se no primeiro tempo o avanço na marcação complicou o Palmeiras, no segundo aconteceu o inverso e o time de Cuca foi para cima, buscando o segundo gol e criando problemas para o Corinthians, que a partir dos 25 minutos não consegui mais articular jogadas de perigo, principalmente depois da saída de Guilherme para entrada de Danilo (fazendo o time perder a velocidade e a criação no meio de campo). No fim do jogo o Corinthians abusou de cruzamentos na área, inclusive com Felipe jogando praticamente como centroavante no fim do jogo, mas o time não conseguiu ameaçar a meta de Fernando Prass.

A vitória do Palmeiras foi merecida, que inclusive fez por merecer um placar mais elástico. Méritos para Cuca que deixou seu time ofensivo. Destaques para as atuações de Tchê Tchê (que parece estar no elenco alviverde há tempos), Moisés e principalmente dos atacantes Dudu e Gabriel Jesus, deixando o time na segunda posição da tabela.

Do lado do Corinthians, destaque positivo para as atuações de Guilherme e Giovanni Augusto e destaque negativo para Danilo, que errou tudo que tentou e fez o ritmo do Corinthians diminuir justamente no momento que o jogo pedia velocidade. O peso negativo inclusive pode ser compartilhado com Tite, que poderia ter optado por Marlone no lugar do veterano.

Fato é que os dois times mostram neste início de competição que vão lutar pela ponta da tabela.

Brasileirão começando maluco

Graças a “ótima” gestão dos dirigentes, somadas as falsas impressões que os estaduais passam e com acréscimo do conflito de datas, temos um começo de Brasileirão totalmente inesperado.

Um inesperado Cruzeiro na zona de rebaixamento. Santa Cruz na terceira posição, com o artilheiro da competição e desde a segunda rodada sem nenhum time com 100% de aproveitamento na competição.

Já tivemos surpresas positivas, alguns jogos interessantes (como o clássico paulista disputado entre São Paulo e Palmeiras), favoritos sendo questionados (caso do próprio Palmeiras) e técnicos conseguindo sair de momentos de crise (ao menos temporariamente, casos de Corinthians, Grêmio e Inter).

Apontar favoritos? Apontar possíveis rebaixados? Tarefa de adivinhação com alto nível de dificuldade. O que preocupa é ver mais uma vez o Santos começar o campeonato com problemas (algo que vem sendo repetição há anos) e com o acréscimo dos desfalques de jogadores na Copa América e posteriormente nas Olimpíadas. Na quarta o time terá o clássico frente o Corinthians, que pode servir para acender o alerta na Vila Belmiro.

Corinthians este que perdeu jogadores para a Copa América , que deve ter Felipe saindo na janela do meio de ano e que deve sofrer com assédio chinês no meio do ano, no intervalo que mais irá causar problemas aos clubes brasileiros, obrigando os times a remontarem seus elencos.

Chegamos a um extremo onde ter bons jogadores em seu time não é tão bom assim. Times com jogadores de nível de seleção terão praticamente um terço do campeonato com desfalques importantes. Nos pontos corridos, o inicio do campeonato é responsável pela definição das metas para o restante da competição.

Basta verificar o histórico das competições passadas para perceber o quanto vale a “gordura” acumulada no começo da competição.

Sim, podem ficar tranquilos. Vou opinar sobre os possíveis rebaixados, G4 e demais posições da tabela, mesmo sabendo que as chances de errar os palpites são enormes, mas sei que vocês que acompanham as colunas daqui do site adoram presenciar meus erros.

Nesta semana posto a coluna com palpites. E vamos ver como será a lembrança no fim da competição.

Copyright © All Rights Reserved · Green Hope Theme by Sivan & schiy · Proudly powered by WordPress

%d blogueiros gostam disto: