Depois de anos, série B terá um menor atrativo na mídia.

Com os resultados deste fim de semana, tivemos a confirmação que nenhum clube considerado “grande” será rebaixado para a série B. Com a subida do Internacional para a série A teremos uma segunda divisão esvaziada pela falta de algum time que dê peso a competição.

Na teoria, devemos ter uma série A ainda mais equilibrada no ano que vem, dependendo principalmente do planejamento dos grandes clubes para um ano que promete exigir dos elencos na próxima temporada (com campeonatos estaduais, Copa do Brasil, Brasileirão, Libertadores e Sul-Americana), além da Copa do Mundo. Dificilmente um time que não tenha um elenco qualificado deverá ter sucesso em mais de uma frente. Podemos ter novamente o mesmo cenário deste ano, onde o título “caiu no colo” do Corinthians que pode se dedicar ao Brasileiro , enquanto os demais clubes se focaram nas competições sul-americanas. este “acúmulo” inclusive deve impactar na luta contra o rebaixamento, que deve ser ainda mais emocionante e preocupante do que a desta temporada.

Já a série B deverá ser equilibrada, sem um claro favorito (pelo menos no papel) antes da competição começar. Algo que pode permitir a vários clubes que se planejem para chegar a divisão principal em 2019. Mas em compensação os times não terão a atenção da mídia, principalmente televisiva. A presença de um time de grande expressão chamava a atenção da mídia. Com a ausência de um time de nome, devemos ter uma série B com uma queda de público na competição.Isso pode atrapalhara as pretensões de clubes que contam com a competição para revelar jogadores e equilibrar suas finanças.

Felizmente, a disputa de ambas as séries será de acordo com o regulamento, sem “tapetão” ou algum outro fator externo que possa colocar as competições em dúvida.

Primeira virada garante título antecipado

O Fluminense tentou colocar água no Chopp alvinegro, com um improvável gol marcado logo no início do jogo. Após o lance, tivemos um jogo de ataque contra defesa durante todo o primeiro tempo. Abel mostrou porque é um treinador que está sendo cotado em clubes grandes (como Palmeiras e Internacional) ao aplicar uma marcação por pressão que anulou o ataque do Corinthians durante toda a primeira etapa.Gabriel era o único jogador que tinha liberdade, algo que foi proposital, visto que o volante não se destaca por sua qualidade criativa com a bola nos pés. Lances de cera por parte dos jogadores cariocas, deixando o tempo passar começavam a criar um ambiente de tensão na Arena Corinthians. Parte da torcida começando a cornetar cada jogada errada, querendo que o time chutasse a gol de qualquer forma, fugindo de uma das principais características deste time.

Carille mostrou que queria evitar sustos e tratou de mexer no time já na volta do intervalo, tirando o volante Camacho (sem função na partida) e colocando Jadson no meio de campo. Mudança acertada? Não houve tempo para afirmar se a decisão foi acertada, já que o Corinthians virou a partida em menos de 5 minutos , com dois gols de Jô com participações decisivas de Clayson. Após a virada o jogo ficou praticamente decisivo, com o mandante controlando o jogo enquanto o Fluminense se perdeu, principalmente por conta com vários jogadores jovens nesse atual elenco. Houve tempo para boas jogadas e o placar ampliado em linda finalização de Jadson (que contou com falha na defesa tricolor, permitindo que o meia tivesse espaço para pensar e finalizar sem chances para Diego).

O placar de 3 x 1 foi merecido e garantiu uma vitória tranquila que garantiu o sétimo título Brasileiro do Corinthians em uma campanha muito acima da média no primeiro turno, que permitiu a oscilação no returno (não aproveitada pelos rivais). A defesa esteve firme como no primeiro turno (em que pese a impressão que Caíque sentou a pressão), e o ataque mostrou uma evolução nesta reta final, principalmente por conta das mudanças táticas do treinador Carille. A presença de Clayson e Romero (que melhorou consideravelmente após ser “assustado” com o banco de reservas), fizeram com que Jô ficasse menos sobrecarregado no comando de ataque, conseguindo se destacar tanto como pivô como também dentro da área (não é a toa que o mesmo assumiu a artilharia da competição).

O time merece elogios pelo que conseguiu através da força coletiva, mas contou com boa dose de sorte em momentos onde Carille foi pressionado e poderia ter sido demitido pela direção. Mas é um time limitado, sem nenhum craque capaz de decidir uma partida sozinho. Precisará de reforços, tanto para substituir peças que devem sair (Arana sendo o primeiro desta lista, devendo ser confirmado em breve como reforço do Sevilla) como para qualificar o time para as disputas importantes de 2018 (Libertadores e Brasileirão).

Mas por hora, o Corinthians pode e deve celebrar seu sétimo título brasileiro, que coroa sucesso em um ano onde pouco se esperava deste time.

Foco na Libertadores – Banalização da competição?

As duas últimas rodadas do campeonato brasileiro foram responsáveis por algumas “definições” para a reta final da competição , novamente mostrando porque a fórmula de pontos corridos é importante por manter todos os times em atividade (se fosse no esquema mata-mata teríamos diversos clubes de “férias “). Atlético-GO virtualmente rebaixado e Corinthians com uma mão e meia na taça de campeão.

Grêmio (com foco na decisão da Libertadores) e Santos ainda têm chances matemáticas de título, mas o time gaúcho deve focar suas energias na decisão contra o Lanús, enquanto que o time da Vila Belmiro depende da rodada deste fim de semana. Já na outra ponta da tabela temos Avaí, Ponte Preta, Sport (os três que completam o Z4) lutando para fugir da Série B, tendo como “companheiros”, Vitória e Coritiba.

O “restante” dos times têm como foco a vaga na Libertadores de 2018. Algo que pode preocupar em relação a qualidade da competição, fazendo com que o nível dos participantes sejam piores.

O Palmeiras, que até o começo da semana sonhava em assumir a liderança, hoje já se vê preocupado em perder a vaga na fase de grupos. Dependendo do resultado deste fim de semana o time poder ver sua vaga ameaçada pelos cariocas Botafogo, Flamengo e Vasco (com o último hoje fora da zona de classificação.

Não duvido que o Grêmio terá torcida reforçada na decisão, já que o título da Libertadores abre mais uma vaga, favorecendo outros times que também sonham com uma vaga, justamente times que até rodadas tinham sérias preocupações com o rebaixamento (casos do já citado Vasco, Bahia, Atlético-MG e o São Paulo). Se o Flamengo ganhar a Sul-Americana a zona de classificação pode virar G9, colocando na disputa Fluminense, Atlético-PR e Chapecoense.

A quantidade de vagas para a Libertadores banaliza a disputa, faz com que a maioria dos times tenha reais metas para o Brasileirão daqui para frente se este equilíbrio continuar nas próximas edições. Quem fugir do rebaixamento pode ter como “prêmio” jogar a fase pré-Libertadores. Algo que pode premiar uma má administração, deixar que times fracos consigam uma vaga para a maior competição sul-americana sem merecimento.

Sorte de campeão

Em um campeonato por pontos corridos todo jogo tem seu grau de importância, mas existem partidas emblemáticas, que tem um algo a mais e que marcam um título ou rebaixamento ao fim da competição.

Depois da vitória no clássico , a rodada deste meio de semana teve todos os ingredientes para ser lembrada de forma marcante ao lembrarmos do Brasileirão de 2017. O líder Corinthians teve uma rodada quase perfeita com ingredientes que empolgam a torcida alvinegra e que fazem os adversários desistirem da disputa. Walter, que não tinha jogado ainda na temporada entrou no lugar de Cássio, fez uma boa partida contribuindo de forma decisiva ao defender uma penalidade (discutível).

O goleiro ainda teve a infelicidade de se machucar novamente, perdendo a chance de mostrar sua qualidade nos jogos onde o titular estará com a seleção brasileira. Mas ontem não foi motivo de preocupação. O jovem Caique entrou em campo e não foi exigido pelo Atlético-PR na meta. O time de Carille em nada lembrou aquele que tinha feito uma ótima partida frente o Palmeiras. Mas podemos valorizar uma partida segura da defesa.

O resultado poderia ter sido de empate, se não fosse o improvável chute de Giovanni Augusto ter achado o caminho do gol que resultou na vitória fora de casa, permitindo ao time abrir vantagem importante na reta final da competição. A rodada foi ainda melhor pelos resultados dos rivais paulistas que sonhavam em ameaçar a liderança do Corinthians. O Palmeiras fez uma partida apática na Bahia e perdeu para o Vitória (um dos piores mandantes da competição) em jogo que já fez a torcida ter questionamentos sobre a efetivação de Alberto Valentim.

A festa foi ainda maior pela virada sofrida pelo Santos. Depois de sair ganhando sofreu a virada para o Vasco na Vila Belmiro, em jogo onde a vitória ainda deixaria o time com reais chances de ameaçar o cada vez mais provável título do Corinthians. Agora o rival mais próximo do líder é o Grêmio (8 pontos) , que mesmo com seus altos e baixos por conta do foco na Libertadores, mostra que poderia ameaçar seriamente o time paulista na luta pelo título se não tivesse “abandonado” o Brasileirão.

Depois de ter caído de desempenho no segundo turno, parece que o time conseguiu se reencontrar e agora tem grandes chances de garantir a conquista deste ano. Com sorte aliada a trabalho.

Corinthians vence 3º dérbi na temporada com méritos

Alberto optando pelas voltas de Mina na zaga e Bruno Henrique no meio enquanto Carille manteve o que foi treinado ao longo da semana com Camacho e Clayson no time titular. Dois times com esquemas parecidos (centroavante centralizado com dois velocistas pelas pontas). Um dérbi com os dois rivais pressionados pela necessidade do resultado.

Mais de 46 mil pessoas foram o combustível para uma postura diferente do mandante. Sem um meia clássico de criação (Rodriguinho possui muito mais características de driblador e condutor da bola) a aposta foi em uma marcação por pressão desde o início da partida. Antes da metade do primeiro tempo a vantagem do Corinthians já era de dois gols, marcados pelos paraguaios Romero e Balbuena. A pressão que poderia ocorrer com o gol de Mina logo deu lugar a empolgação com a penalidade e gol marcado por Jô.

O foco é no G4? Óbvio que isso era papo e Alberto foi mexendo no time ao longo da segunda etapa, colocando o time para cima (os volantes Bruno Henrique e Tchê Tchê saíram, para entradas de Guerra e Deyverson). O lindo gol de Moisés deixou um jogo que parecia decidido em aberto, com um Corinthians com seus atacantes de lado cansados para aproveitar os espaços que apareciam e um Palmeiras rondando a meta de Cássio, principalmente nas bolas paradas. Sufoco e tensão até o fim do jogo, mas o placar terminou em 3 x 2, resultado que deixou a diferença na tabela em 8 pontos, freando a reação alviverde e dando tranquilidade ao líder, principalmente por ter ganho um clássico jogando bem.

A primeira etapa teve como destaques as atuações de Romero e Clayson , que levaram vantagem em vários lances contra a defesa palmeirense e uma das melhores atuações de Jô, que ganhou praticamente todas as jogadas em cima de Dracena e Mina ao longo da partida e sentiu falta de alguém para “dialogar” no segundo tempo. Clayson cansou e Romero voltou a ser util na marcação. Já a segunda etapa mostrou um Palmeiras mais perigoso, com destaque para Moisés, que além do gol procurava criar lances de perigo para seus companheiros.

Arana novamente teve uma partida ruim, sem apoiar o ataque e dando espaços na defesa, longe do jogador que era o melhor lateral esquerdo do campeonato, enquanto que Keno pareceu ter sentido o peso do clássico sendo facilmente anulado pela defesa rival.

O jogo em si agradou tecnicamente, com lances mais duros apenas no fim do jogo. É verdade que houve polêmica (O primeiro gol estava impedido e se já tivéssemos o recurso de vídeo o mesmo seria anulado devidamente), mas a vitória foi merecida para um time que conseguiu mudar sua forma de jogar e controlou nos parte do jogo. Cássio praticamente não trabalhou, ao passo que Prass teve que salvar a meta alviverde no segundo tempo em pelo menos dois lances.

Um bom clássico, que acalma o lado psicológico do Corinthians nessa reta final e pode prejudicar a efetivação de Alberto como técnico do Palmeiras em 2018.

Clássico que pode decidir o título do Brasileiro de 2017

O final do Brasileirão virou uma bagunça por conta de um título considerado “decidido”9que voltou à ficar em aberto. O lado psicológico se torna mais importante do que o lado técnico e tático para o ainda líder (mas já contestado Corinthians) contra seu principal rival Palmeiras (claramente em ascensão no campeonato).

O fim de semana mostrou como o lado mental impacta ambos. O alvinegro voltou a jogar mal, perdeu suas principais qualidades e hoje se tornou um time que não impõe respeito aos seus rivais. Uma campanha de segundo turno que só não é pior que a de 2007 (ano do rebaixamento). Não fosse o primeiro turno muito acima da média, hoje o time estaria preocupado com a série B em 2018. Troca de passes, paciência, defesa sólida? Apenas uma vaga lembrança de um time que visivelmente sentiu a pressão da má fase.

Do lado do Palmeiras a clara mudança tática aliada a confiança dos jogadores. Boa parte disso na conta do técnico (por hora interino) Alberto Valentin. Duas semanas com o alviverde tirando ponto rodada após rodada, aproveitando os tropeços do rival. Mas no jogo de ontem contra o Cruzeiro o time sentiu a pressão. Poderia diminuir ainda mais a diferença para o líder, mas escapou de perder em casa para um desinteressado rival mineiro. Verdade que a diferença de pontos caiu novamente (5 pontos), mas foi um dos jogos que podem ser lembrados negativamente se o título na vier.

Agora temos uma semana de trabalho intenso para os dois clubes. Um líder com o psicológico esfacelado contra um vice ainda vivo que tem no clássico o gatilho para a reta final. O empate não muda nada para ambos. Pode ser um pouco melhor para o Corinthians por tirar mais uma rodada do calendário, mas apenas isso.
A vitória não é só importante como necessária para os dois rivais. Indo muito além dos três pontos na tabela. Ganhar o clássico representa um doping psicológico que dá o título para o vencedor. O Palmeiras ficaria ainda dois pontos atrás do rival, mas manteria a curva positiva na tabela e derrubaria por completo a confiança do seu rival, com grandes chances de demissão de Carille e colocando o alvinegro em crise.

Do outro lado, a vitória permite abrir 8 pontos de vantagem para o time que ainda sonha em ganhar o título, voltar a vencer depois de 4 tropeços seguidos, fazendo os jogadores respirarem. E o mais importante, freia a recuperação alviverde numa reta final, algo que impacta demais no aspecto mental nessa fase da competição.

A Arena Corinthians vai estar cheia. E promete pressão da torcida. Pressão que pode ser usada a favor do Palmeiras ou combustível para o Corinthians. Promessa de um clássico muito pegado , com marcação forte e onde o juiz que for escalado terá uma jornada complicada para segurar os ânimos em campo, podendo ser figura importante nesse clássico..

São Paulo sobra no clássico, vence e já pode respirar aliviado

Com a má fase do Corinthians, imaginava que o Santos iria entrar em campo focado e motivado para o clássico e aproveitaria a chance para subir na tabela e pressionar o líder.

Mas apoiado por sua torcida, que vem carregando o time nesta fuga pelo Z4, tivemos um São Paulo muito mais ligado e interessado na vitória. Não foi por acaso que o tricolor foi muito melhor que rival e conseguiu uma importante vitória sem sustos, com uma sequencia que hoje faz o time já comece a ver o rebaixamento mais distante.

Se analisarmos o futebol que ambos estão apresentando nos últimos jogos, teríamos a clara impressão de que o São Paulo disputa as primeiras posições e o Santos que foge do rebaixamento. Dorival fez diversas mudanças táticas em um time que hoje garante seus pontos em casa e ruma para garantir sua permanência na série A. E se conseguir melhorar o desempenho fora de casa, pode sim sonhar em disputar a Libertadores em 2018, algo impensável meses atrás. Absurdo? Não em um campeonato marcado pela irregularidade, por mais que o Z4 esteja apenas com 5 pontos de diferença, contra 7 para o Flamengo.

Já o Santos perde oportunidade de ouro. A derrota culminou com a demissão (dessa vez em definitivo) do técnico Levir. Agora é provável que o time já se planeje para 2018. Acho difícil que o time despenque e não se classifique para a Libertadores e com mais um tropeço o título dessa edição deixa de ser uma meta possível.

Rodada de tensão para os paulistas

O campeonato por pontos corridos possui uma importância em todas as rodadas ao longo da competição, mas existem rodadas que são cruciais em uma competição e este fim de semana promete fortes emoções para os torcedores dos 4 grandes paulistas, com jogos em dias distintos, cada um com seu grau de importância.

No sábado temos um clássico no Pacaembu, envolvendo São Paulo e Santos com metas distintas para a competição. O empate seria ruim para ambos. O Santos pode ver o Corinthians abrir 8 pontos de diferença e ver o sonho do título novamente distante. Para o São Paulo, o empate pode aproximar os rivais que estão abaixo na tabela e e deixar o time apenas a 3 pontos da zona de rebaixamento.

Já a vitória é capaz de um gás para esta reta final de competição. 3 pontos na tabela seriam mais que cruciais para o time da Vila Belmiro se manter vivo na disputa pelo título de 2017, pressionando ainda mais o rival Corinthians, ao passo que o São Paulo pode abrir vantagem para o Z4 e praticamente dar adeus ao rebaixamento deste ano. Peso totalmente diferente em caso de derrota para qualquer um dos envolvidos. Para o Santos,pode significar um adeus definitivo para a chance de título e para o São Paulo o impacto de ver os rivais do Z4 subirem na tabela e voltar a gangorra que o time passa rodada a rodada.

No domingo, um jogo tenso em Campinas. Não importando o resultado do clássico, o Corinthians tem o jogo onde é “ganhar ou ganhar”, principalmente pelos problemas recentes, culminando com o protesto desta semana por parte da torcida. Enfrentar um time na zona de rebaixamento e com vários jogadores pendurados, podendo ter desfalques importantes para o clássico da semana que vem. E a vitória só tranquilizaria o time se a diferença de pontos voltar a 9 pontos (caso Santos e Palmeiras percam seus jogos). Mas a Ponte esta longe de ser o adversário ideal para a fase atual.

E na segunda, fechando a rodada, temos o Palmeiras recebendo o Cruzeiro em casa, já sabendo dos resultados dos rivais, preocupado principalmente com o que ocorrer no domingo. Tropeço do Corinthians motiva o time a manter o viés de alta, voltando a diminuir a diferença para o líder e colocando fogo para o clássico da próxima semana, que pode custar a liderança alvinegra. Ao passo que se o Corinthians ao menos pontuar no domingo, o jogo da próxima semana pode frear a arrancada do Palmeiras, principalmente se o Cruzeiro complicar, mesmo não tendo nenhuma meta para o campeonato. Por conta disso, o Palmeiras é mais que favorito para conseguir os três pontos em casa e manter a ótima fase.

Palpites:
São Paulo 0 x 2 Santos;
Ponte Preta 1 x 1 Corinthians;
Palmeiras 3 x 1 Cruzeiro.

A final é logo ali

O time do Barcelona de Guayaquil chegou com méritos a semifinal da Libertadores deste ano, principalmente ao eliminar com propriedade os paulistas Palmeiras e Santos nas oitavas e quartas respectivamente. Mas é preciso lembrar que o time não fez grandes jogos como mandante em ambos os duelos e sofreu para garantir sua classificação fora de casa ( penalidades contra o alviverde e empate com gols fora contra o alvinegro).

Culpa da pressão por conta do peso que a Libertadores tem no Brasil. O Grêmio praticou um futebol que foi elogiado ao longo da temporada e foi para o primeiro jogo com vontade de jogar. Luan, que voltou à campo contra Corinthians e Palmeiras entrou ligado em campo e comandou uma importante vitória fora de casa para um time que se viu muito melhor que o adversário e não se acomodou com a vantagem no placar.

Muitos brasileiros teriam ficado satisfeitos com um placar de 1 x 0 fora de casa. Mas o time gaúcho sentiu que era possível ter uma vantagem ainda maior. O placar de 3 x 0 ficou até barato para o time equatoriano (que ainda esbarrou em uma grande atuação de Grohe no gol). Um resultado merecido, que evidencia a diferença técnica entre os times e que premiou de forma merecida uma postura ofensiva, mesmo fora de casa. Algo que falta nos clubes brasileiros (que se acovardam em jogos fora de casa contra adversários piores ao invés de procurar decidir a partida).

Futebol adora praticar surpresas, mas so uma catástrofe tira o Grêmio da final. Basta manter o foco , não entrar na pilha para não ter jogadores expulsos e preparar para novamente disputar uma final da competição Sul americana de forma merecida.

Carille e sua primeira grande crise

“Você não vai disputar o Campeonato Brasileiro. Ficará de férias até 2018 e terá uma vaga garantida na fase de grupos da Libertadores do ano que vem”. Se esta proposta fosse feita para qualquer corinthiano logo após o campeonato Paulista, aposto que qualquer aceitaria sem pensar duas vezes.

A campanha muito acima do esperado mudou a expectativa do clube, que se viu próximo de um título, com expectativas até de um inédito campeonato invicto. Todos sabiam como o time jogava, mas não encontravam forma de superar o time do Corinthians. Eis que o segundo turno trouxesse uma sequencia de resultados negativos que só não geraram problemas antes pelo fato dos rivais também não conseguirem aproveitar os tropeços alvinegros. Tanto é verdade que técnicos jogaram a toalha rodadas atrás, como Levir e o ex-palmeirense Cuca.

Mas o Palmeiras (com o técnico Alberto) foi responsável por emplacar uma sequencia positiva de 3 vitórias em seguida fez com que a diferença após a última rodada ficasse em apenas 6 pontos (algo que não ocorria desde Junho). A diferença não é pequena, mas deve ser considerada por conta da má fase de vários jogadores do Corinthians e principalmente pela pressão que hoje existe em cima do elenco e do técnico, que passa pela sua primeira crise de peso desde que assumiu o time. E boa parte dessa queda se explica pela má fase do meio de campo alvinegro.

A defesa apresenta falhas que não ocorriam antes, principalmente em bolas paradas e aéreas. A zaga sente a ausência de Pablo (por mais que Pedro Henrique não esteja comprometendo) e sofre por estar sobrecarregada por conta da má fase dos laterais e do meio de campo corinthiano, que não consegue nem marcar e fechar os espaços como antes e nem criar lances de perigo para Jô, um dos poucos nomes que ainda mantém a qualidade em campo.

Se nas laterais não existem opções no elenco, no meio de campo o técnico precisa pensar em alternativas, por mais que ele tenha a postura parecida de Tite , que não desistia dos jogadores. Com exceção de Gabriel, todos os nomes do meio (Maycon, Jadson, Rodriguinho e Romero) já fazem por merecer um lugar no banco de reservas. E o técnico poderia até pensar em mudança no esquema atual, para trazer algum fator novo.

Não mudar pode fazer com que o técnico passe por uma pressão nessa reta final que pode custar até seu emprego, já que seria a perda de um dos títulos mais “ganhos” da história. Os dois próximos jogos podem decidir isso, principalmente na “final” da semana que vem. Se a diferença após o jogo ficar em 6 pontos ou mais, o Corinthians pode conseguir recuperar-se na reta final e frear o ímpeto de seu principal rival.

Em compensação, caso a diferença diminua nas duas próximas rodadas, o time pode ver até a vaga na Libertadores ficar ameaçada, com outros rivais imaginando que seja possível superar o antes imbatível time paulista.

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