PSG x Real Madrid. Um duelo de peso que promete parar o mundo

O sorteio das oitavas da Champions League costuma trazer algumas surpresas e duelos complicados. E sem sombra de dúvidas o confronto mais esperado será entre o Real de Cristiano Ronaldo x Paris de Neymar. Do lado espanhol um time estrelado, com um grande técnico e um craque mais que consolidado como um dos melhores do mundo. Do outro, um time francês com sinais de problemas interno, com um técnico que balança no cargo e um jogador que saiu da Espanha em busca de sua afirmação como craque.

Duvido que algum dos times sonhasse com um sorteio deste peso nesta fase do campeonato. É um duelo que seria facilmente uma final de competição, mas que nos brindará com duas boas partidas logo depois da fase de grupos que devem ter a atenção da mídia e de quem gosta de futebol por todo o mundo. Como temos um certo tempo até estas partidas, não analiso o técnico atual do Paris, que pode nem chegar a participar deste duelo.

O foco nesta partida estará nas duas estrelas. Por mais que ambos tenham companheiros de qualidade em seus clubes, é um típico duelo onde se espera que o craque do time coloque a bola embaixo do braço e decida a classificação. No lado espanhol temos um time com elenco equilibrado e já calejado para dar apoio ao CR7. que pode tranquilidade para jogar e fazer seu trabalho. Algo que não se aplica ao brasileiro.

Sofre logo na primeira temporada pelo time francês com problemas de relacionamento no elenco e longe de ser decisivo nas partidas onde se esperava que ele assumisse o protagonismo. Tal fato só servirá para pressionar ainda mais o atacante. Em compensação é uma chance de ouro para que Neymar tenha uma atuação em alto nível frente um adversário de nível mundial. Uma atuação memorável deixa de lado ou pelo menos ameniza as críticas pelas quais o jogador passa.

Comparando os dois times e a fase dos grandes destaques, não tenho como ficar em cima do muro. E afirmo que o Real é favorito em um duelo complicado e devemos ter Cristiano Ronaldo mantendo o time firme na luta pelo título e o Paris novamente tropeçando na maior competição entre clubes, mostrando que apenas dinheiro não é suficiente para formar um time vencedor.

Argentinos jogando mais que os brasileiros. Passou da hora de assumir (e mudar isso)

Durante muitos era um consenso que para ganhar uma competição sul-americana, nós (brasileiros) teríamos que superar os rivais na bola e na raça. Principalmente para superar a catimba e “manha” dos adversários. Isso era uma realidade na última década. Tecnicamente nossos jogadores eram nitidamente melhores, se destacavam na América Latina. Estrangeiros latinos jogando por aqui? Nada de veteranos ou apostas de qualidade discutível . Não tínhamos condições de trazer os craques consagrados, mas várias vezes atraíamos promessas ou jogadores com perfil / qualidade para atuar em grandes times europeus.

Aos poucos este cenário foi mudando. Com exceção de jovens promessas , vemos nossos jogadores perdendo espaço para jogadores de países vizinhos, como Argentina, Uruguai e Chile. Deixamos de ser um centro formador. Deixamos de nos destacar. Hoje os times enxergam qualidade em jogadores mais novos do Brasil e sabem que estão contratando jogadores que precisam ser lapidados. Casemiro é um dos maiores exemplos disso. Saiu pela porta dos fundos no São Paulo e hoje é um dos melhores jogadores do Real Madrid. Só que acompanham o jogador durante muito tempo e fazem apostas mais restritas. Deixamos de ter a quantidade absurda de jogadores atuando nos grandes centros europeus.

E nesta temporada tivemos alguns bons exemplos que mostram que precisamos reconhecer a inferioridade momentânea e trabalhar em cima disso. O último exemplo que vimos foi na final da Copa Sul Americana. O Flamengo se preparou para guerra no primeiro jogo e foi surpreendido ao encarar um Independiente que se focou em jogar bola e com qualidade. Um time bem treinado e com qualidade na troca de passes, que não se preocupou ou se desesperou, mesmo saindo atrás no placar.

A virada veio sem sustos e de forma merecida. E o placar de 2 x 1 ficou barato para o time brasileiro, que poderia ter sofrido uma derrota por um placar ainda mais elástico, que complicaria muito o jogo de volta. Claro que o time carioca pode reverter o placar no jogo de volta e sair com o título da competição. Mas o fato é que tecnicamente e taticamente estamos em patamar abaixo dos hermanos. O Grêmio foi a rara exceção nesta temporada, mas temos que lembrar que o título da Libertadores veio com sustos, principalmente nos jogos em casa contra o Barcelona do Equador e o argentino Lanús.

Vamos, vamos Chape!

A rodada de fechamento do Brasileirão lembrou as peladas de casados x solteiros que ocorrem no fim de ano. Times sem grandes preocupações e jogos interessantes de assistir, com vários gols (média de 3 gols por partida). Perigo de rebaixamento para alguns e chance de vaga na fase pré-Libertadores para alguns. E a Chapecoense fechou o campeonato em grande estilo, novamente fazendo história. Um ano depois do grave acidente da temporada passada, tivemos a conquista da vaga na pré-Libertadores de 2018, nos acréscimos, em jogo que também culminou no rebaixamento do Coritiba.

Não é garantia que o time vá disputar a competição no ano que vem. Principalmente pela quantidade de times que vão estar na competição nesta fase. A partir da próxima edição, devemos ter vários clubes sofrendo nesta fase. Mas é gratificante saber que um ano depois de uma tragédia tivemos o time de Chapecó se reerguendo em campo. Na bola. Aceitando a ajuda de outros clubes que emprestaram jogadores de menor expressão, mas que foram importantes na campanha de 2018. Reinaldo foi um exemplo de jogador emprestado pelo São Paulo, que volta valorizado, depois de um bom campeonato.

Recusar ser “café com leite” foi algo arriscado, mas que mostra grandeza dos dirigentes antes do campeonato começar. E que só aumentam o tamanho do feito do time. O time não só conseguiu se livrar do rebaixamento, como teve a melhor campanha no returno e conseguiu uma histórica oitava posição.

Sorte? Sim, bons resultados também dependem de uma dose de sorte, mas não apaga o trabalho sério que foi feito ao longo do ano. Que deve ser elogiado e usado como exemplo para outros clubes. Uma campanha que tem um capítulo ruim por conta da lambança que foi feita na Libertadores, onde por erro na escalação , o time foi eliminado da fase de grupos, ao invés de continuar vivo na competição.

Torcer agora para que o time não repita o que aconteceu com o São Caetano, que também teve um desempenho louvável e caiu ao longo dos anos. Seria ótimo para termos a prova que trabalho sério pode dar resultado no Brasil.

Bah guri. América agora é gremista!

Renato Gaúcho cumpriu com o que prometeu antes do segundo jogo da final. O Grêmio começou o jogo forçando a marcação no setor de ataque, com sua linha ofensiva pressionando e empurrando o time do Lánus para a defesa, sem encontrar espaços para criar jogadas e conseguir o gol necessário para pelo menos levar a partida para as penalidades. Esta mudança pegou o time argentino de surpresa e não tardou para o clima de empolgação e confiança dar lugar a preocupação nas arquibancadas , onde o grito tricolor era facilmente ouvido pelos 5 mil torcedores presentes, contrastando com o silêncio da torcida mandante.

A bola queimava no pé. Grohe assistia a partida de lugar privilegiado. Geromel novamente sendo um monstro na zaga (continuo sem entender o motivo pelo qual Tite não o convoca). Bressan , Arthur e Luan pareciam veteranos jogando um amistoso e não uma final de Libertadores.

O título chega com heróis improváveis. Cícero teve estrela no primeiro jogo. Já ontem o destaque ficou para Fernandinho. O roubo de bola e o arranque em velocidade que só parou com finalização precisa para o gol deram uma maior tranquilidade para o time gremista. Bom? A situação ainda ficaria ótima depois de uma jogada de craque de Luan, saindo facilmente da marcação e dando uma linda cavadinha por cima do goleiro. 2 x 0 (3 x 0 no placar agregado). Mesma situação do jogo da semifinal contra o River, mas com clara diferença de posturas. O time brasileiro focado, sem cair na provocação e os argentinos claramente sentindo o peso do jogo.

Contusões de Bressan e Arthur e expulsão de Ramiro. Situações que poderiam complicar o jogo. Mas não ontem. Não seria isso que iria tirar o título dos gaúchos. Com exceção do gol de pênalti (em falha de Jailson que chegou atrasado), o Grêmio passou a segunda etapa tranquilo, controlando o jogo. Na prática o time esteve próximo de ampliar a diferença de gols (Fernandinho e Luan em outra tentativa por cavadinha).

Um título merecido de um time que aliou a raça e marcação característica dos clubes do Sul com um futebol de qualidade e técnica, em um exemplo para os clubes brasileiros, que podem se espelhar e entender que é possível ganhar a competição, bastando se preocupar apenas em jogar bola.

Renato Gaúcho consegue feito inédito (campeão como jogador e como técnico) e ganha um título importante para sua carreira.

Agora é curtir a festa, aproveitar a conquista e ir para o Mundial torcendo para que o time consiga se superar e quem sabe ter uma sorte para bater o Real Madrid na final. Complicado com certeza, mas até lá, os gremistas podem e devem sonhar.

Adeus de Zé Roberto marca o fim de uma geração?

Lembro de um jovem que voava na lateral esquerda em uma Lusa que contava com vários nomes promissores e que infelizmente bateu na trave de um título de renome ao ser vice campeã do Brasileirão de 1996. Alguém que não teve sucesso no Real Madrid, passou pelo Flamengo e depois teve uma ida ao futebol alemão, onde colecionou títulos e acima de tudo respeito em um país onde poucos estrangeiros conseguem tal façanha.

Sua dedicação a vida de atleta e sua liderança natural fizeram com que o jogador conquistasse seus companheiros na Alemanha, Arábia e principalmente no Brasil. Não foi a toa que se destacou no Grêmio e Palmeiras, onde fez valer sua condição física e técnica para se destacar no meio de campo,” enxergando” os atalhos em campo e aguentando a intensidade de um jogo cada mais físico, mesmo em idade avançada para um jogador de futebol (no Grêmio o jogador chegou em 2012, prestes a completar 38 anos).

Fingindo que jogava? Longe disso. Ao contrário de outros veteranos que se destacaram no fim de carreira apenas pela técnica , Zé também aguentava o ritmo do futebol atual. 3 anos conseguindo jogar em alto nível. Mas o corpo sente. Em 2016 ele era mais importante como motivador do que em campo. O pique para acompanhar os adversários já não era o mesmo. Teve que auxiliar na lateral esquerda e a idade cobrava o preço. No fim do ano passado a decisão de se aposentar foi adiada. Talvez pela identificação com o Palmeiras. Talvez pela vontade de conquistar uma Libertadores pelo alviverde paulista. Mas a idade pesava. Não por acaso o jogador teve algumas atuações ruins quando precisou atuar, principalmente por uma má fase do time, que não fez uma temporada de destaque. Não poderia carregar o peso de ser um jogador decisivo. De ser a referência técnica em campo. Aceitou retornar a lateral esquerda pensando em ajudar o time, por mais que sua condição física não permitisse mais atuar nesta posição.

Estes fatos, somados a rotina de um jogador profissional e a vontade de estar próximo da família fizeram com que dessa vez a decisão fosse definitiva. E felizmente a despedida se deu com vitória em casa (infelizmente sem que o Palmeiras fizesse uma ação especial para esta partida). Um fim de carreira de um jogador que foi exemplo em vários sentidos. Alguém que se dedicou intensamente a vida de atleta. Seria ótimo, mas utopia, imaginar que a nova geração seguisse seus passos. Em uma época onde redes sociais e selfies são mais importantes que treinos e cuidados físicos, resta ter apenas a lembrança de um jogador que merece seu nome na história do futebol brasileiro e que vai deixar saudades.

Para quem não viu, acessem este link para a última preleção de um GIGANTE jogador.

Bom e barato. Gostaria destes jogadores em seu time?

Perto do fim de Novembro já temos o mercado de futebol aquecido, no que diz respeito as especulações de chegadas e saídas nos clubes brasileiros. A falta de poder financeiro dos clubes nacionais faz com que dificilmente aconteça alguma contratação de impacto. As únicas exceções que vejo neste primeiro momento dizem respeito aos times do Palmeiras e Flamengo, que aparentam ter condições financeiras para oferecer contratos vantajosos para algum jogador de peso que esteja querendo voltar ao Brasil.

Temos jovens promissores que podem seguir para clubes de fora, como Luan do Grêmio, Arana e Maycon do Corinthians (nomes que por hora foram citados na mídia estrangeira), mas vendas que devem servir apenas para equilibrar finanças , com apenas parte do valor (se possível) revertida para contratações. Com isso novamente o foco fica em jogadores baratos, principalmente aqueles que ficam sem contrato ao fim desta temporada. E a lista de nomes está longe de empolgar, mas levando em conta o nível do futebol atual, temos nomes que poderiam ser considerados em vários clubes, ao menos como opção de elenco.
Vamos a lista:

Goleiro – Dênis;
Laterais – Nino Paraíba, Pablo Armero, Egídio, Diego Renan e Thiago Carleto;
Zagueiros – Paulo André, Juan, Bressan e Breno;
Meio campo – Lucho González, Renê Júnior, Márcio Araújo, Pierre, Cícero, Lucas Lima e Renato Cajá;
Atacantes – Robinnho, Rildo, Fernandinho, Osvaldo, Alecsandro, Lucas Barrios, Júnior Dutra e Rafael Moura.

Poderíamos ter um time com Dênis, Nino Paraíba, Juan, Bressan e Thiago Carleto; Renê Júnior, Pierre, Cícero e Lucas Lima; Robinho e Lucas Barrios. Longe de ser um time forte, mas um time que bem treinado poderia dar trabalho.

E para vocês, qual ou quais jogadores gostaria que estivessem em seu time em 2018?

Depois de anos, série B terá um menor atrativo na mídia.

Com os resultados deste fim de semana, tivemos a confirmação que nenhum clube considerado “grande” será rebaixado para a série B. Com a subida do Internacional para a série A teremos uma segunda divisão esvaziada pela falta de algum time que dê peso a competição.

Na teoria, devemos ter uma série A ainda mais equilibrada no ano que vem, dependendo principalmente do planejamento dos grandes clubes para um ano que promete exigir dos elencos na próxima temporada (com campeonatos estaduais, Copa do Brasil, Brasileirão, Libertadores e Sul-Americana), além da Copa do Mundo. Dificilmente um time que não tenha um elenco qualificado deverá ter sucesso em mais de uma frente. Podemos ter novamente o mesmo cenário deste ano, onde o título “caiu no colo” do Corinthians que pode se dedicar ao Brasileiro , enquanto os demais clubes se focaram nas competições sul-americanas. este “acúmulo” inclusive deve impactar na luta contra o rebaixamento, que deve ser ainda mais emocionante e preocupante do que a desta temporada.

Já a série B deverá ser equilibrada, sem um claro favorito (pelo menos no papel) antes da competição começar. Algo que pode permitir a vários clubes que se planejem para chegar a divisão principal em 2019. Mas em compensação os times não terão a atenção da mídia, principalmente televisiva. A presença de um time de grande expressão chamava a atenção da mídia. Com a ausência de um time de nome, devemos ter uma série B com uma queda de público na competição.Isso pode atrapalhara as pretensões de clubes que contam com a competição para revelar jogadores e equilibrar suas finanças.

Felizmente, a disputa de ambas as séries será de acordo com o regulamento, sem “tapetão” ou algum outro fator externo que possa colocar as competições em dúvida.

Primeira virada garante título antecipado

O Fluminense tentou colocar água no Chopp alvinegro, com um improvável gol marcado logo no início do jogo. Após o lance, tivemos um jogo de ataque contra defesa durante todo o primeiro tempo. Abel mostrou porque é um treinador que está sendo cotado em clubes grandes (como Palmeiras e Internacional) ao aplicar uma marcação por pressão que anulou o ataque do Corinthians durante toda a primeira etapa.Gabriel era o único jogador que tinha liberdade, algo que foi proposital, visto que o volante não se destaca por sua qualidade criativa com a bola nos pés. Lances de cera por parte dos jogadores cariocas, deixando o tempo passar começavam a criar um ambiente de tensão na Arena Corinthians. Parte da torcida começando a cornetar cada jogada errada, querendo que o time chutasse a gol de qualquer forma, fugindo de uma das principais características deste time.

Carille mostrou que queria evitar sustos e tratou de mexer no time já na volta do intervalo, tirando o volante Camacho (sem função na partida) e colocando Jadson no meio de campo. Mudança acertada? Não houve tempo para afirmar se a decisão foi acertada, já que o Corinthians virou a partida em menos de 5 minutos , com dois gols de Jô com participações decisivas de Clayson. Após a virada o jogo ficou praticamente decisivo, com o mandante controlando o jogo enquanto o Fluminense se perdeu, principalmente por conta com vários jogadores jovens nesse atual elenco. Houve tempo para boas jogadas e o placar ampliado em linda finalização de Jadson (que contou com falha na defesa tricolor, permitindo que o meia tivesse espaço para pensar e finalizar sem chances para Diego).

O placar de 3 x 1 foi merecido e garantiu uma vitória tranquila que garantiu o sétimo título Brasileiro do Corinthians em uma campanha muito acima da média no primeiro turno, que permitiu a oscilação no returno (não aproveitada pelos rivais). A defesa esteve firme como no primeiro turno (em que pese a impressão que Caíque sentou a pressão), e o ataque mostrou uma evolução nesta reta final, principalmente por conta das mudanças táticas do treinador Carille. A presença de Clayson e Romero (que melhorou consideravelmente após ser “assustado” com o banco de reservas), fizeram com que Jô ficasse menos sobrecarregado no comando de ataque, conseguindo se destacar tanto como pivô como também dentro da área (não é a toa que o mesmo assumiu a artilharia da competição).

O time merece elogios pelo que conseguiu através da força coletiva, mas contou com boa dose de sorte em momentos onde Carille foi pressionado e poderia ter sido demitido pela direção. Mas é um time limitado, sem nenhum craque capaz de decidir uma partida sozinho. Precisará de reforços, tanto para substituir peças que devem sair (Arana sendo o primeiro desta lista, devendo ser confirmado em breve como reforço do Sevilla) como para qualificar o time para as disputas importantes de 2018 (Libertadores e Brasileirão).

Mas por hora, o Corinthians pode e deve celebrar seu sétimo título brasileiro, que coroa sucesso em um ano onde pouco se esperava deste time.

Foco na Libertadores – Banalização da competição?

As duas últimas rodadas do campeonato brasileiro foram responsáveis por algumas “definições” para a reta final da competição , novamente mostrando porque a fórmula de pontos corridos é importante por manter todos os times em atividade (se fosse no esquema mata-mata teríamos diversos clubes de “férias “). Atlético-GO virtualmente rebaixado e Corinthians com uma mão e meia na taça de campeão.

Grêmio (com foco na decisão da Libertadores) e Santos ainda têm chances matemáticas de título, mas o time gaúcho deve focar suas energias na decisão contra o Lanús, enquanto que o time da Vila Belmiro depende da rodada deste fim de semana. Já na outra ponta da tabela temos Avaí, Ponte Preta, Sport (os três que completam o Z4) lutando para fugir da Série B, tendo como “companheiros”, Vitória e Coritiba.

O “restante” dos times têm como foco a vaga na Libertadores de 2018. Algo que pode preocupar em relação a qualidade da competição, fazendo com que o nível dos participantes sejam piores.

O Palmeiras, que até o começo da semana sonhava em assumir a liderança, hoje já se vê preocupado em perder a vaga na fase de grupos. Dependendo do resultado deste fim de semana o time poder ver sua vaga ameaçada pelos cariocas Botafogo, Flamengo e Vasco (com o último hoje fora da zona de classificação.

Não duvido que o Grêmio terá torcida reforçada na decisão, já que o título da Libertadores abre mais uma vaga, favorecendo outros times que também sonham com uma vaga, justamente times que até rodadas tinham sérias preocupações com o rebaixamento (casos do já citado Vasco, Bahia, Atlético-MG e o São Paulo). Se o Flamengo ganhar a Sul-Americana a zona de classificação pode virar G9, colocando na disputa Fluminense, Atlético-PR e Chapecoense.

A quantidade de vagas para a Libertadores banaliza a disputa, faz com que a maioria dos times tenha reais metas para o Brasileirão daqui para frente se este equilíbrio continuar nas próximas edições. Quem fugir do rebaixamento pode ter como “prêmio” jogar a fase pré-Libertadores. Algo que pode premiar uma má administração, deixar que times fracos consigam uma vaga para a maior competição sul-americana sem merecimento.

Sorte de campeão

Em um campeonato por pontos corridos todo jogo tem seu grau de importância, mas existem partidas emblemáticas, que tem um algo a mais e que marcam um título ou rebaixamento ao fim da competição.

Depois da vitória no clássico , a rodada deste meio de semana teve todos os ingredientes para ser lembrada de forma marcante ao lembrarmos do Brasileirão de 2017. O líder Corinthians teve uma rodada quase perfeita com ingredientes que empolgam a torcida alvinegra e que fazem os adversários desistirem da disputa. Walter, que não tinha jogado ainda na temporada entrou no lugar de Cássio, fez uma boa partida contribuindo de forma decisiva ao defender uma penalidade (discutível).

O goleiro ainda teve a infelicidade de se machucar novamente, perdendo a chance de mostrar sua qualidade nos jogos onde o titular estará com a seleção brasileira. Mas ontem não foi motivo de preocupação. O jovem Caique entrou em campo e não foi exigido pelo Atlético-PR na meta. O time de Carille em nada lembrou aquele que tinha feito uma ótima partida frente o Palmeiras. Mas podemos valorizar uma partida segura da defesa.

O resultado poderia ter sido de empate, se não fosse o improvável chute de Giovanni Augusto ter achado o caminho do gol que resultou na vitória fora de casa, permitindo ao time abrir vantagem importante na reta final da competição. A rodada foi ainda melhor pelos resultados dos rivais paulistas que sonhavam em ameaçar a liderança do Corinthians. O Palmeiras fez uma partida apática na Bahia e perdeu para o Vitória (um dos piores mandantes da competição) em jogo que já fez a torcida ter questionamentos sobre a efetivação de Alberto Valentim.

A festa foi ainda maior pela virada sofrida pelo Santos. Depois de sair ganhando sofreu a virada para o Vasco na Vila Belmiro, em jogo onde a vitória ainda deixaria o time com reais chances de ameaçar o cada vez mais provável título do Corinthians. Agora o rival mais próximo do líder é o Grêmio (8 pontos) , que mesmo com seus altos e baixos por conta do foco na Libertadores, mostra que poderia ameaçar seriamente o time paulista na luta pelo título se não tivesse “abandonado” o Brasileirão.

Depois de ter caído de desempenho no segundo turno, parece que o time conseguiu se reencontrar e agora tem grandes chances de garantir a conquista deste ano. Com sorte aliada a trabalho.

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