Queda no segundo turno custou caro e Aguirre é demitido do São Paulo

Em várias rodadas eu vi no São Paulo um time favorito ao título, com Diego Aguirre realizando um trabalho muito acima do esperado com um elenco novamente em reconstrução. A direção conseguiu evitar o desmanche dos últimos anos e investir em contratações. Mas diversos fatores fizeram com que a ótima vantagem evaporasse.

Lesões obrigaram o técnico a não precisar achar alternativas praticamente desde o mês de Setembro, algo que mesmo um time com um elenco qualificado teria problemas para lidar. Mas é nítido que o técnico mostrou problemas após a eliminação na Copa Sul-Americana. Com semanas livres para treinar, era esperado que o time apresentasse mais qualidade e o uruguaio encontrasse alternativas táticas.

O time não só perdeu a liderança como hoje vê sua vaga direta para a Libertadores seriamente ameaçada. A pá de cal foi a má atuação do time no clássico contra o Corinthians, onde teve um segundo tempo inteiro com um jogador a mais, mas levou sufoco do rival e se não fosse por uma péssima arbitragem, o prejuízo seria ainda maior, já que o empate ficou de bom tamanho.

O técnico possui grande parcela de culpa e isso não pode ser ignorado. Mas não consigo entender o que se espera dessa mudança na reta final do campeonato. Duvido que um interino vai conseguir dar algum choque no elenco, a não ser que o agora ex-técnico tenha perdido o vestiário e alguns jogadores estivessem trabalhando para derrubar o treinador.

Mas antes do campeonato começar, o São Paulo não era cotado entre os favoritos e uma vaga na Libertadores estaria de bom tamanho. A expectativa criada pela possibilidade de título inédito pesou contra o treinador, que viu a análise do seu trabalho ser prejudicada. Se o Tricolor tivesse se mantido apenas na disputa entre segundo e quarto lugar, duvido que o treinador fosse demitido. Mas como ele fez mais do que esperado com este elenco, o nível de exigência aumentou e a demissão ocorreu.

Com a subida de outros clubes, o São Paulo deve agradecer o primeiro turno e comemorar a ida pelo menos para a fase pré-Libertadores. Infelizmente, outro trabalho que não teve tempo para ser analisado e no ano que vem, o time irá começar do zero novamente.

Boca x River – Final para ser lembrada por anos

O futebol nos brinda com algumas rivalidades que ultrapassam fronteiras. Que geram expectativas e repercutem não apenas com os torcedores envolvidos. Boca Juniors x River Plate é um tipo de jogo que em um amistoso (se é que é possível ter um jogo que não valha nada entre os dois) que já seria cercado de expectativa. O que pensar de um duelo que “só” vai decidir o campeão da Libertadores de 2018?

Dois jogos que prometem ser eletrizantes. Que devem chamar atenção não só na Argentina, como pelo mundo todo. Toda a história entre os clubes que vai chegar ao seu ápice. Não existe possibilidade de termos algo parecido na América Latina. Os dois maiores clubes da Argentina decidindo um título que vai ficar marcado na história. O vencedor terá algo para se vangloriar. O perdedor terá um “peso” para carregar eternamente.

Para nós, um misto de inveja, mas também a possibilidade de assistir de camarote a dois jogos sensacionais. Primeiro porque tecnicamente, os dois clubes chegaram a final com times qualificados. O River já chamava atenção desde o fim da fase de grupos.Já o Boca mostrou uma evolução surpreendente após a Copa. Reforços que se entrosaram rapidamente e elevaram o patamar do time.

Por mais que nesta edição alguns fatores nos levem a pensar em favorecimento dos clubes, não podemos tirar os méritos pela chegada na final de nenhum dos dois. Não espero que a final vá ser decidida amanhã. Pelo contrário, imagino que vamos ter um bom jogo de futebol , que vai exigir muito da arbitragem, mas que será decidido na bola.

Dois jogos que ficarão gravados na história do futebol.

Sem ficar em cima do muro? River Plate leva este título. E vocês, o que acham?

Palmeiras sofre, mas leva a melhor no clássico Paulista

Na reta final do campeonato, o Palmeiras lembra um corredor que mesmo cansado, busca aquele último gás para um sprint final, para garantir sua vitória. Sentindo a eliminação pela Libertadores e com o time claramente desgastado, o alviverde teve um adversário complicado pela frente, mas saiu com mais três pontos na conta, ampliando ainda mais a vantagem na liderança para Flamengo (que apenas empatou com o São Paulo). Por hora, apenas o Inter (que contou com bela ajuda da arbitragem)

Uma primeira etapa tranquila, com dois gols , marcados por Dudu e Edu Dracena deram grande vantagem para o time de Felipão e deixava no ar a possibilidade até de uma goleada a favor dos donos da casa. Mas o Santos de Cuca mostrou em campo porque deixou de lutar contra o rebaixamento e se firmou entre os clubes que lutam pela vaga na Libertadores. O técnico mexeu bem no time e aproveitando o desgaste rival, criou lances de perigo e empatando a partida até sem grandes dificuldades com Copete e Dodô.

Apesar de jogar em casa, o resultado não era ruim para o Palmeiras, algo que não interessava para o Santos. Situação que ficou ainda pior após cobrança de falta de Victor Luis, que contou com bela colaboração de Vanderlei no lance (em rara falha do arqueiro) dando números finais para o clássico. O 3 x 2 foi justo pelo que vimos em campo, com uma importante diferença de 5 pontos e sem confronto direto com quem sonha em tirar o título palmeirense. Em que pese o lado físico (que deve ser minimizado nas próximas rodadas), a diferença de duas rodadas para os adversários é algo que permite ao time de Felipão “negociar” os próximos jogos , já que a pressão está em seus adversários. Além disso, o campeonato reserva nesta reta final pelo menos três jogos mais tranquilos (Paraná, mesmo fora de de casa, América e Vitória em casa) são jogos onde o time deve conseguir 9 pontos.

Pelo que estamos vendo, somente com tropeços improváveis que iremos ver o título fugir das mãos alviverdes.

Boca silencia o Allianz e garante vaga em final inédita

Ao contrário dos pontos corridos, disputas em mata-mata normalmente são decididas no primeiro jogo. Viradas acontecem, mas não são usuais. O péssimo jogo do Palmeiras na Bombonera custou caro. Claro que a história teria sido diferente se as falhas de Felipe Melo e Luan não tivessem proporcionado o 2 x 0 contra. Um empate na Argentina deixaria a classificação em aberto, com o Palmeiras tendo totais chances de chegar na final.

Mesmo assim, o time entrou focado, consciente que teria 90 minutos para marcar pelo menos dois gols. A torcida, que já tinha todos os motivos para acreditar, inflamou com o gol logo no início. Mas, o VAR foi utilizado e anulou corretamente o gol. Tal fato levou a torcida e o time da euforia para a apreensão, mesmo com o jogo todo pela frente. A anulação motivou o Boca, que começou a ameaçar a meta de Weverton e abriu o placar com Ábila, em falha de Luan.

A vantagem obrigava o time a marcar 4 gols para conseguir a classificação. Impossível? Parecia que não. Mesmo com o Boca controlando o jogo, o alviverde teve sua dupla de zaga sendo vital para renovar as esperanças de uma virada heroica. Luan empatou a partida e o ótimo zagueiro Gustavo Gomez (uma grata surpresa encontrada pelo Palmeiras) assumiu a responsabilidade ao cobrar penalidade e virar o jogo. 0 2 x 1 era insuficiente, mas ainda tinha muito jogo pela frente.

Mas a eliminação do Palmeiras tem nome. Benedetto, que já tinha feito os gols na Argentina, entrou no segundo tempo, com o Palmeiras sentindo a parte física (tanto pelo jogo de ontem, como pelo cansaço acumulado) e precisando correr riscos em busca da ampliação do placar e aproveitou lapso da marcação, que começou com Felipe Melo (que falhou na marcação e por conta do cartão amarelo não pôde matar a jogada). O chute de fora da área não deu chances de defesa e decretou empate em 2 x 2.

Felizmente não vimos o Boca Juniors querendo provocar os rivais, tanto que o jogo terminou sem discussões, entradas violentas ou brigas entre os jogadores. O Palmeiras saiu de campo aplaudido pela torcida e focado em manter a boa vantagem no Brasileiro. Já o Boca Juniors irá fazer duas finais eletrizantes contra o River , em clássico que deve parar a Argentina nas próximas semanas.

VAR decide e Grêmio dá adeus a Libertadores

Me preocupava o desempenho do Grêmio nos jogos de volta pelas oitavas e quartas de final da Libertadores. Sofreu além do esperado e ontem isso se repetiu. Vimos um River consciente do que precisaria fazer e sufocando o time brasileiro durante toda primeira etapa. Merecia ir para a segunda etapa com pelo menos dois gols a favor. Mas como diz o ditado, quem não, toma.

Leonardo, uma das surpresas na escalação gaúcha acertou lindo chute e aumentou a vantagem gremista. E na segunda etapa a situação se inverteu. O Grêmio voltou muito melhor, controlando bem a partida, dominando o meio campo, principalmente quando o time argentino começou a enfileirar atacantes já na base do desespero.

Eis que a entrada de Everton, melhor jogador em atividade no Brasil, mas voltando de lesão, mudou o rumo da partida. Em ótimo contra-ataque, ele apareceu livre, mas chutou em cima do goleiro Armani. O 2 x 0 iria garantir a classificação gremista. E o ditado se fez presente. O River conseguiu em bola parada alçar uma bola e empatar a partida, preocupando a torcida gaúcha.

O que já estava ruim, ficou pior. Jogadores sentindo o cansaço e Renato Gaúcho foi obrigado a substituir Paulo Miranda (outra surpresa e que teve grande atuação) por Bressan. E o zagueiro levou um amarelo assim que entrou e esteve envolvido no lance da virada. De forma irresponsável, ele deixou o braço aberto na área e cometeu penalidade que foi marcada apenas pelo VAR. Segundo amarelo e chute sem chances de defesa para Grohe.

O conjunto de fatos deixou o time brasileiro sem chances para empatar o jogo. Não conseguiu criar nenhum lance real de perigo e tentou jogar bolas na área de qualquer forma e ver no que ia dar. O destaque positivo ficou para o goleiro do Grêmio, que mesmo de cabeça quente, assumiu que o Grêmio deveria ter resolvido o jogo quando teve oportunidade, minimizando o que aconteceu pela boa arbitragem (a penalidade foi lance imprudente do zagueiro gremista).

Renato Gaúcho acusou o time de ter sido roubado, tentando retirar o peso da derrota. Acho errado, até porque ele levou o time longe na competição, tinha reais chances de chegar na final, mas sentiu o fato de contar com um elenco reduzido. O time sentiu as ausências de Kannemann, Luan e Everton em melhores condições.

Agora, é focar na recuperação no Brasileiro e garantir a vaga para a Libertadores do ano que vem.

Palmeiras abdica do jogo e se complica na Libertadores

Felipão não mudou sua característica e levou um time para buscar o empate na Bombonera, optando por mudar a zaga, com as entradas de Luan e Gustavo (que já vinham pedindo espaço por suas boas atuações no campeonato brasileiro) e durante boa parte do jogo teve sucesso.

O time atual do Boca, mesmo com reforços contratados, é o mais fraco entre os quatro semifinalistas e o goleiro Rossi era o ponto ao ser explorado. O Palmeiras tinha totais condições de buscar ao menos contra-atacar e testar o goleiro adversário. O ataque alviverde foi inexistente na partida de ida da semifinal. Situação que piorou no segundo tempo, quando o time cansou de rifar bolas para o ataque, deixando a bola com o time argentino que tinha ciência que precisaria construir a vantagem em casa.

Schelotto fez sua parte e tentou mexer no time, em busca de ao menos um gol e contou com a estrela ao colocar o atacante Benedetto. Contando com falhas de marcação do Palmeiras, o jogador apareceu para abrir o placar (em falha de marcação em cobrança de escanteio) e aumentou a vantagem ao dar lindo drible em Luan e finalizar sem chances para o goleiro Weverton.

O Boca jogou para construir esta vantagem?Acredito que não. Mas mereceu a vitória por pelo menos tentar algo ao longo do jogo, sendo premiado com uma vantagem imensa para o jogo da volta na semana que vem.

Ficou impossível para o Palmeiras? Claro que não, mas é inegável que o desafio ficou muito complicado. Vai encarar um adversário perigoso, que vai repetir o que fez contra o Cruzeiro na fase das quartas de final, com o mesmo placar e deverá jogar em cima do erro palmeirense, tentando deixar os jogadores nervosos e usar a pressão da torcida a seu favor.

Felipão terá grandes problemas pela frente. Começando pelo fim de semana (qual time que irá colocar frente o Flamengo pelo Brasileiro) e qual time irá colocar em campo para reverter o placar no jogo de volta. Pode sair de um cenário ideal (vivo em duas frentes) para outro complicado (eliminado da Libertadores e apenas um ponto de diferença para o Flamengo).

Real Madrid não consegue se encontrar sem Cristiano Ronaldo. Lopetegui já balança no comando técnico

Estamos vendo resultados surpreendentes no futebol europeu na temporada 2018/2019 e o Real Madrid é um dos que mais preocupa seus torcedores neste inicio de campeonato. Não por acaso, torcedores de Palmeiras e Grêmio sonham em ganhar o título do mundial no fim do ano, caso conquistem a Libertadores deste ano. E isso não é nenhum absurdo ao analisar o que se passa no time merengue.

O tropeço em casa contra o Levante (2 x 1) marca uma sequencia negativa do Real. Já são 5 partidas seguidas sem vitórias, com derrotas para Alaves, CSKA e Sevilla e empate contra o Atlético de Madrid além do jogo de hoje. É algo impossível de se imaginar até a temporada passada, onde Barcelona e Real se revezavam na liderança, de forma até monótona. Hoje o Real ocupa apenas a 5º posição (antes da rodada acabar). Claro, o campeonato ainda está longe de acabar, mas não podemos deixar de citar a coincidência que foi as saídas do técnico e principalmente de Cristiano Ronaldo com a má fase do clube espanhol.

Quando CR7 saiu para a Juventus eu imaginava que o Real iria para o mercado em busca de alguma contratação de impacto para a saída do jogador português. De forma surpreendente, vimos o time merengue se mexer pouco nessa janela de transferências, optando por dar espaço para os jogadores que já estavam no elenco, deixando no ar um possível problema entre os jogadores com o agora craque da Juventus e apostou na contratação do técnico que comandava a seleção espanhola.

Tal fato preocupa. Não é só no Brasil que técnicos que sofrem com ameaça de demissão em casos de má fase. Só lembrar que Zidane sofreu críticas na temporada passada e conseguiu sair por cima graças ao título da Champions. Lopetegui sabe que precisará reverter esta situação o quanto antes , com as peças que possui (já que novas contratações somente poderão chegar na janela de janeiro/2019 ) ou pode ir passar a virada do ano pensando em revisar seu currículo em busca de novo trabalho.

Gangorra do Brasileirão. Palmeiras é o ponto fora da curva, mas título ainda está em aberto

O segundo turno do campeonato Brasileiro está quebrando diversos prognósticos na ponta da tabela. Achei que o São Paulo seria campeão, depois achei que o Flamengo estava fora da disputa do título.

O que surpreende é a campanha do Palmeiras em duas frentes. Felipão está com uma sequencia de resultados que fizeram o time não só assumir a liderança, como já abrir vantagem frente adversários importantes, mesmo mesclando jogadores para se manter vivo no Brasileiro e na Libertadores. Méritos para o treinador, que consegue manter o elenco focado e recuperou jogadores em baixa, Dudu e Lucas Limas nem de perto lembram as atuações que tinham com Roger. Gustavo López vem sendo uma grata surpresa na zaga e Deyverson vem aparecendo como herói improvável, com gols importantes. Campanha digna de elogios, com vitórias em confrontos diretos. Vencer o Grêmio neste fim de semana deixa o time de Renato Gaúcho apenas focado na Libertadores, com um adversário a menos na luta pelo título.

A campanha alviverde só não é melhor por conta do que os adversários estão fazendo. O Internacional faz a melhor campanha de um time que subiu da série B e faz algum tempo se firmou na luta pelo título. A virada frente o São Paulo em casa é digna de elogios. Em que pese a má fase do time paulista (falo mais a respeito abaixo), vimos o time gaúcho com postura de quem realmente quer o título, ganhando de um adversário direto, mantendo a diferença de três pontos para o líder.

Provando que em alguns momentos a mudança de comando técnico é válida, o Flamengo mostrou que colocar Dorival foi uma decisão acertada. Arrisco dizer que o rubro negro estaria na final da Copa do Brasil se a troca tivesse sido antecipada. Mesmo com desfalques, o time carioca voltou a subir na tabela, graças a atuações convincentes de Paquetá e Vitinho nos últimos jogos. A confiança voltou ao elenco e o técnico está encontrando soluções. O 3 x 0 frente o Fluminense foi convincente e tendo o confronto direto com o Palmeiras pode embolar de vez a disputa do título de 2018.

A decepção fica por conta do São Paulo. O time sofre com queda técnica dos principais jogadores do elenco (Nenê e Diego Souza), sofre com lesões de jogadores importantes e o elenco não conta com peças de reposição que permitem manter o time competitivo. Mais de um mês sem vencer no campeonato fez o time despencar na tabela. Perder para adversários diretos (Palmeiras e Internacional) fez o time cair para a quarta posição da tabela, com 7 pontos de diferença para o líder.

Para não ficar em cima do muro, acredito que pela campanha, elenco e resultados recentes, a luta fica entre os três primeiros, sendo que o Palmeiras terá na semana que vem uma sequencia que poderá complicar o time nas duas frentes (semifinal da Libertadores e o jogo contra o Flamengo). O time pode manter a ótima fase e frear a recuperação carioca ou ter o Flamengo mais que vivo na competição e precisar motivar o elenco em apenas uma competição.

Copa do Brasil pode ser decidida amanhã

Cruzeiro e Corinthians se enfrentam no Mineirão no primeiro jogo da final da Copa do Brasil em uma final improvável. O time mineiro era um dos cotados para títulos importantes neste ano e por conta disso é o favorito neste duelo. Já o time paulista chega como azarão para este duelo, por conta do desmanche que foi feito ao longo deste ano.

Tecnicamente, o time do Cruzeiro é superior ao Corinthians e o primeiro jogo pode decidir o título. O Corinthians se superou no duelo contra o Flamengo (onde também era a zebra) e depois de uma retranca no Rio, conseguiu sua classificação graças também a força da sua torcida em casa. Mas não vejo o time de Jair com condições de reverter um placar desfavorável. Uma derrota por dois gols de diferença, ao meu ver, já decidiria o título a favor do Cruzeiro.

O problema é o fato do time de Mano ter uma sequencia de resultados ruins em casa nos duelos decisivos. do Brasil. Os problemas enfrentados contra Santos, Palmeiras e Boca Juniors mostram que o time encontra problemas quando o time precisa propor o jogo. Sem Arrascaeta, o técnico sabe que precisará mudar seu esquema de jogo e tentar fazer o resultado no jogo de ida. Com o estádio lotado, o time deverá se lançar ao ataque , fugindo das suas características.

Do outro lado a chance da decisão ficar em aberto reside em Jair conseguir que seu time repita o que fez nos jogos contra o Flamengo pela Copa do Brasil. Um empate ou mesmo uma derrota por um gol de diferença deixa a decisão em aberto para o jogo de volta. E duvido que o time repita a má atuação que teve na última sexta contra o Flamengo.

Não espero um jogo técnico, mas deve ser um jogo emocionante. E arrisco que os goleiros terão papel importante nas duas finais. Heróis ou vilões? Só o tempo dirá.

Palmeiras firme na ponta. Rumo ao título?

Desde 2002 o Palmeiras não sabia o que era vencer seu rival São Paulo no Morumbi (em jogos válidos pelo campeonato Brasileiro). E o tabu foi encerrado com grande estilo, com uma vitória incontestável que mantém o time de Scolari em alta e confirma a má fase do time de Aguirre.

O Alviverde mostrou que o “time do Brasileiro” é bem capaz de manter o time com todas as chances de conquistar um título que antes parecia improvável, boa parte disso por conta da queda do Tricolor paulista nos últimos jogos, que perdeu a liderança e hoje já começa a ver até a vaga no G4 ameaçada. O duelo direto, que poderia colocar o São Paulo nos eixos, foi um jogo preocupante para os torcedores.

O fato de contar com desfalques não pode ser usado como parâmetro para esta partida. Não por acaso, o técnico Aguirre já começou a ouvir as primeiras críticas no comando do time. Boa parte disso pelo fato de contar com semanas livres (já que o time disputa apenas o Brasileirão) e por “invenções” que não estão dando certo nos últimos jogos. As escolhas por Rodrigo Caio e as improvisações de laterais no ataque (Bruno Peres e Reinaldo) não deram certo nos últimos jogos. Para piorar, o goleiro (bancado pelo técnico) não inspira confiança e poderia ter sido expulso logo no começo do jogo no Morumbi.

Do outro lado, vemos uma arrancada digna de elogios. A confiança dos jogadores impressiona. Deyverson, mesmo com todo seu comportamento que pode custar caro, está aparecendo de forma improvável com gols importantes e não podemos deixar de citar que Gustavo Gomez está sendo uma surpresa na zaga, até fazendo por merecer ser testado no “time da Libertadores”. O 2 x 0 no Morumbi foi pouco, pensando no que o Palmeiras criou e pela má partida do São Paulo.

Matematicamente não se pode descartar o São Paulo da luta, mas um tropeço na próxima rodada (frente o Internacional) pode tirar de vez o time da disputa. Já o Palmeiras tem uma chance de ouro na próxima rodada, já que é bem provável que o Grêmio entre com um time misto ou reserva e com isso abrir vantagem na liderança na fase decisiva do campeonato.

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