Com direito a mais um gol de cobertura, tabu alviverde continua

Neste último sábado (será que só eu sinto saudades dos clássicos de domingo?) o Palmeiras manteve seu ótimo retrospecto frente o São Paulo e conseguiu importante vitória em casa pelo placar de 3 x 0 com direito a mais um gol de cobertura, algo que vem se tornando padrão nos confrontos entre os dois times. Ceni dessa vez não levou o gol, mas teve que assistir do banco sua defesa falhar em um lance que mudou o jogo.

Até então, a partida no primeiro tempo apresentou um jogo disputado na marcação e sem emoções, rumando para um primeiro tempo que terminaria empatado, mas uma falha coletiva da defesa resultou em um lindo gol de cobertura, marcado por Dudu. O resultado no primeiro tempo mudou o panorama na segunda etapa. O Tricolor paulista foi obrigado a se lançar ao ataque. O problema foi que ao contrário de outros jogos, desta vez o time de Rogério Ceni encarou um adversário estava bem postado em campo e com controle da partida.

A defesa alviverde não deu espaços para as ações ofensivas do São Paulo, que sentiu demais a ausência de Cueva e foi presa fácil para o time de Eduardo Baptista, que conseguiu criar várias chances de perigo, ampliou o placar em 2 gols e poderia ter conseguido um resultado ainda mais elástico. O peso que um clássico tem é inegável. Não é capaz de dar opiniões definitivas, mas serve para mostrar defiências. O São Paulo está sendo reconhecido como um time ofensivo, mas com uma defesa falha. No clássico isso ficou evidente pelo lado da defesa, já que a falta de um armador no meio de campo fez com o que o ataque fosse inoperante, diferente do Palmeiras, que teve uma ótima partida e consegue um resultado importante, que deixa Eduardo em situação mais confortável, pelo menos até o próximo jogo (pela Libertadores).

Barça x PSG – Mais que um jogo, uma lição para a vida

O futebol é apaixonante para quem se deixa envolver pela magia. E ontem tivemos mais uma página sensacional escrita, em uma das viradas épicas que será carregada com orgulho pelos torcedores do Barcelona e será motivo de vergonha para os torcedores do PSG.

Um confronto que parecia decidido depois de uma aula francesa em casa virou uma prova de superação catalã de um time que hoje tem o “defeito” de depender do seu trio de ataque. Se na França o trio MSN teve um desempenho pífio, na Espanha o jogo mudou. E é um confronto que faz com que Neymar caia de vez nas graças dos fanáticos e exigentes torcedores do Bara. O brasileiro já tinha sido elogiado no fiasco do primeiro jogo e ontem fez o seu melhor jogo (nas próprias palavras do jogador).

Com uma desvantagem tão grande tudo dependia de um gol marcado rapidamente. Gol que apareceu no plural, graças a um Barcelona com vontade de vencer e acreditando na virada frente um PSG abdicando do jogo, achando que o duelo já estava decidido. O 2 x 0 no primeiro tempo deixou claro que nada estava decidido. Tal fato motivou uma mudança de postura francesa, que voltou querendo jogar e em busca de um gol que poderia ter decidido o jogo. O gol veio , mas a moral espanhola estava lá em cima. Fizeram três gols no primeiro tempo, por que não repetir a dose?

E entra todo o mérito de Neymar que na segunda etapa colocou a bola embaixo do braço e assumiu o protagonismo do jogo, fato que fica nítido depois do terceiro gol, onde Messi deixou que o brasileiro cuidasse das cobranças de bola parada. A classificação veio muito na base da superação do que na base da técnica. É verdade que o juiz teve sua contribuição com duas penalidades no mínimo discutíveis, mas isso não tira o peso do vexame do PSG, que levou uma goleada histórica. Mesmo sem as penalidades, o placar seria de 4 x 1 e a classificação teria sido conquistada na bacia das almas.

Não é a toa que a pressão em cima dos jogadores franceses será forte daqui para frente. Um time que na França consegue destaque, mas que quando encara competições europeias é obrigado a conviver com decepções e eliminações constantes.

Como lição, nunca desista, mesmo quando tudo parece perdido. E tome muito cuidado com a soberba, com contar com a vitória antes dela ser consumada.

Corinthians 100% (e econômico) nos clássicos pelo Paulistão

No último sábado tivemos mais um clássico pelo campeonato paulista (clássicos que são a única emoção nos estaduais), colocando frente a frente Corinthians e Santos. O duelo colocou frente a frente um time “operário”, com jovens ganhando espaço mesclado alguns jogadores experientes (com Jadson puxando a fila) contra um time que contou com desfalques consideráveis (Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira) e que vem causando desconfiança em sua torcida.

A Arena Corinthians recebeu um grande público (mais de 36 mil pessoas e uma renda de quase 2 milhões de reais. Se nos jogos contra times pequenos o time de Carrile encontra problemas, por precisar propor o jogo, nos clássicos é inegável que o time está se superando. Da mesma forma que no dérbi paulista, o mandante fez um ótimo primeiro tempo, criou lances de perigo e se não fosse o goleiro Vladimir , o Santos terminaria a primeira etapa perdendo por 3 x 0 (ótimas defesas em chute de Maycon – grata surpresa alvinegra , cabeceio de Balbuena e defesa em lance de Lucas Veríssimo – que resultaria em gol contra).

Não houve tempo para verificar o que Dorival disse para seus jogadores no intervalo, pois o time sofreu o gol rapidamente, em boa trama ofensiva do Corinthians, que contou com Jõ marcando seu segundo gol em clássicos. Após o gol, o Corinthians perdeu o ritmo e o Santos cresceu em termos de posse de bola e começou a rondar a meta de Cássio, mas na prática não conseguiu criar uma grande chance de perigo para conseguir o empate. O jogo ficou nervoso, de forma inesperada para o Corinthians, com algumas entradas mais ríspidas, que geraram cartões desnecessários para alguns jogadores.

Depois do jogo sofrível frente o Brusque, o clássico favorece demais o Corinthians. A segunda vitória por placar mínimo em um jogo desse porte é relevada pelo fato do time ter feito uma boa partida. Além da defesa estar apresentando a solidez dos tempos de Tite e Mano, o meio de campo começa a mostrar qualidades. Neste começo de temporada é importante valorizar as boas atuações dos jovens Guilherme Arana e Maycon, a segurança da zaga com Pablo, a proteção que Gabriel concede (preenchendo a lacuna desde que Ralf saiu) e é possível acreditar que Jadson venha a ser o ponto de desequilíbrio positivo no meio de campo deste time.

Perder o clássico para um rival sempre tem um peso, mas isso pode ser minimizado caso o Santos consiga uma boa estreia pela Libertadores. Grande chance disso acontecer será se o time puder contar com as voltas de Renato e Ricardo Oliveira e de Lucas Lima (desde que também consiga sua volta técnica, pois ele vem devendo na temporada). Infelizmente a zaga santista continua sendo um ponto fraco de um time com claras raízes ofensivas e o que preocupa a torcida santista é ver que as opções de banco estão deixando a desejar. Bruno Henrique foi um alto investimento e até agora ainda não se encontrou no time, deixando por hora a impressão que o time não conta com um elenco qualificado e até o momento não tivemos nenhuma nova revelação da ótima base santista.

Como é padrão em clássicos, o Corinthians ganha um tempo tranquilo e se foca para a Copa do Brasil enquanto que o Santos precisa dar um resposta para seu torcedor já no primeiro jogo da Libertadores.

Paulistas não convencem suas torcidas neste começo de temporada

A temporada ainda está no começo, temos jogadores que ainda nem estrearam por seus clubes, outros lesionados e treinadores ainda procurando pela melhor escalação e formação tática e mesmo assim, temos torcedores insatisfeitos com seus times e treinadores já sofrendo com reclamações e tendo que escutar o barulho de cornetas sobre a qualidade do seu trabalho. Agora será que estas críticas são válidas?

O Corinthians começou aos trancos e barrancos e foi considerada quarta força paulista. Fábio Carrile começou com desconfiança em seu trabalho, mas com certo respaldo da torcida, demonstrando paciência em ver o que o treinador seria capaz de realizar. As “goleadas” por 1 x 0 voltaram a ser presentes. A vitória frente o Palmeiras , com um jogador a menos (com expulsão injusta de Gabriel) no fim do jogo deu moral ao treinador, mas a vitória sofrida nas penalidades frente o Brusque pela Copa do Brasil já deixam o sinal de alerta ligado, principalmente pelo ataque estar tendo problemas com a precisão ao finalizar a gol.

O Palmeiras começou a temporada como o time a ser batido. Para ajudar, conseguiu passar ileso da janela de transferências e ainda contou com contratações de peso (Felipe Melo, Guerra e Borja). Mas o preço disso é a pressão da torcida e da mídia para que o time continue sendo um dos melhores do Brasil e passar um temporada sem um título será considerado fracasso. Não foi a toa que Eduardo Baptista já ouviu cantos das organizadas sobre Cuca, sofreu com pressão na derrota do dérbi e que chega pressionado para a estréia na Libertadores, ainda em fase de ajustes do time, sem ter os “11” ideais em mente.

No Santos, outro time que está na Libertadores, a pressão é pela falta de títulos nacionais e o barulho da torcida que pega no pé de alguns jogadores, sendo o maior exemplo com Lucas Lima, que mais uma vez recusou propostas de transferência e não consegue render o mesmo que anos atrás (parecendo estar frustrado por não ter sido sondado por clubes grandes europeus). No que é praxe nos estaduais, a situação só ficou pior depois da derrota na Vila para o São Paulo de Rogério Ceni. O peso da derrota em um clássico inclusive fez com que já se cogitasse a demissão de Dorival Junior, um dos técnicos que mais se identificou com o alvinegro praiano. É outro técnico que sabe que precisará de campanha convincente na Libertadores ou terá que buscar emprego em breve.

Por fim, o São Paulo teve um choque de comando ao efetivar Rogério Ceni. Propostas claras de alguém que busca um futebol ofensivo, que quer qualidade de jogo. Procurando ajustar o time com o que tem em mãos. Em que pese a favor os bons resultados em campo, a pressão para o ex-goleiro em uma das coincidências do futebol é sobre o fato do time estar levando muitos gols. O ataque funcionando , mas a defesa custando pontos que geram dúvidas na torcida.

Qual está em melhor / pior situação? difícil falar.

Eduardo e Dorival tem o peso da Libertadores, que ao passo que pode aliviar a pressão por um futebol vistoso, pode em contrapartida ser capaz de deixar a torcida apreensiva e cobrar o time de forma mais incisiva. Prova disso é que foram os dois treinadores paulistas que neste começo de temporada tiveram que conviver com ruídos de demissão (principalmente o técnico palmeirense).

Já Carrile e Ceni tem a seu lado o fato de serem apostas (quase no mesmo grau que Baptista, em seu primeiro trabalho em clube grande) e neste momento não ter o peso de uma Libertadores pode ser benéfico. Mas ontem os dois tiveram momentos de apreensão (principalmente o corinthiano) com chances de saírem da Copa do Brasil logo na segunda fase. Uma eliminação frente um clube de menor expressão e foco apenas no Paulistão seria péssimo para ambos.

Março tem tudo para ser um mês de definições para os 4 citados. Um bom inicio na Libertadores e avanço de fase na Copa do Brasil pode garantir um pouco mais de calma. Já o oposto pode ser o suficiente para demissões.

Vamos ver o que vai acontecer nos próximos jogos.

Futebol é apenas reflexo da sociedade

Poderia estar usando esta coluna para falar de um sopro de esperança que aconteceu no Atletiba, falar sobre começos de temporada promissores para alguns clubes do RJ ou entrar na situação dos novos técnicos em SP. Mas infelizmente neste começo de ano já temos diversos motivos para nós frustrar. Não com o futebol, mas com a sociedade como um todo.

Sim, achei que após o acontecido com a Chapecoense, teríamos um estalo na mente das pessoas, teriam um futebol mais humano. E o que estamos presenciando é justamente o contrário. “Comemorando” que ainda não temos caso de mortes no futebol paulista, pois já temos diversos casos que hoje não impactam mais. São apenas números em uma estatística que a cada ano se torna mais fria, que não comove nem gera revolta.

Mas não vamos cair na tentação de pensar que se trata de algo apenas do futebol. Enquanto o povo colombiano deu uma aula de cidadania, nossas ações de compaixão ficaram praticamente restritas a mensagens em redes sociais. A impunidade que impera faz com que tenhamos que conviver com histórias de uma sociedade que a cada dia parece mais longe de recuperação. Vide o que foi presenciado no Espírito Santo quando a polícia local entrou em greve. A falta de vontade de quem está no poder, seja quem for preocupa. Independente de partido, nada muda, muito por falta de interesse, muito por vontade que as coisas não mudem.

Este é o ponto principal. A falta de consciência de que quem precisa agir e provocar mudanças é quem coloca estas pessoas no poder. Me preocupa saber que no atual ritmo uma mudança não aconteça de forma pacífica e suave, mas sim de forma violenta e desordenada. O exemplo disso é novamente o que aconteceu em ES. O povo se vou com liberdade para barbarizar de forma violenta e durante um bom tempo o que foi ouvido era que o governo não sabia como controlar este levante.

Será que mudanças só vão acontecer quando alguém do alto escalão for assassinado por alguém do público “normal”? Rezo para que isso não seja o ritmo, que não seja a situação final. Rezo para que o futebol seja um reflexo futuro de uma sociedade onde a justiça pelo menos seja respeitada.

Fifa deve ser ignorada no caso sobre os campeões mundiais

Recentemente a Fifa “decidiu” que seriam considerados campeões mundiais aqueles que venceram as competições organizadas pela mesma a partir de 2000.
O assunto como esperado gerou discussões como esperado. Aqueles que “perderam os mundiais”contra a Fifa e do outro aqueles que “defendem” que a entidade que gerencia o futebol seria a referência para qualquer assunto do futebol.

Tirando o lado da rivalidade de lado, chega a ser ridículo levar em consideração a opinião de uma entidade envolvida em tantos casos de corrupção se ache no direito de decidir que tantos times de qualidade incontestável do passado de uma hora para outra “percam” seus títulos mundiais. Só para falar em termos brasileiros, qual a justiça de retirar títulos do Flamengo do Zico, do ótimo São Paulo de Telê e principalmente, mexer em qualquer título conquistado pelo Rei do Futebol?

Já falei a respeito deste assunto em outras colunas anteriores. A qualidade inegável e incontestável destes times deixa claro que se existisse competição similar na época destes clubes organizada pela Fifa, dificilmente eles não teriam vencido a competição. Fora isso, é importante citar que antigamente os clubes europeus levavam extremamente a sério a conquista do mundial, algo que hoje em dia não é realidade.O ponto alto para os europeus se refere-se apenas a vencer a Liga dos Campeões. O mundial nos últimos anos é quase algo protocolar e que pela diferença técnica vem sendo quase um amistoso de luxo.

Dirigentes que se preocupam apenas com dinheiro (prova disso é o inchaço da Copa do Mundo) não podem ser levados a sério. Dar razão a Fifa apenas pelo fator “rivalidade” é pensar pequeno demais. É necessário valorizar e respeitar grandes clubes do passado.

A Fifa? Ignorem. Porque daqui alguns anos eles vão mudar de novo esta opinião.

Por que não focar em preparar melhor os jogadores da base?

Olá pessoal. Depois de um período de férias cá estou eu de volta ao site. Volto com esta coluna falando sobre a Copinha que a cada ano parece perder atrativos, por conta do inchaço de clubes e que infelizmente também perde a oportunidade de desenvolver jogadores e principalmente pessoas melhores desde à juventude.

É verdade que por conta de problemas administrativos, muitos clubes hoje estão dando oportunidade aos jovens no elenco principal. Não por conta de um planejamento bem feito, mas sim por necessidade. E deixam de lado o fator humano. Uma competição de juniores deveria ter o foco em dar oportunidades, sem colocar pressão por resultado e títulos.

Existem exceções é verdade, mas a maioria dos jogadores tem o foco na vitória a qualquer custo e desde a base já criam vícios ruins. Um exemplo foi no jogo entre Botafogo e Mirassol, onde o time do RJ conseguiu a classificação por dois erros da arbitragem, sendo o mais grave uma penalidade que não aconteceu, com simulação do lance por parte do atacante carioca.

Ao fim da partida, o jogador deu a típica declaração de quem simulou o lance, “afirmando” que sofreu a falta (que não ocorreu e foi fora da área) e que o importante foi ter conquistado a classificação.

OK, a arbitragem é um problema crônico e não só no Brasil, mas não seria mais fácil se desde a base os jogadores fossem preparados para atuar de forma séria, evitando a “malandragem”em lances assim, evitar tentar tirar vantagem a todo custo? Seria tão mais simples e uma ação que traria benefícios a todos.Os árbitros saberiam que lances de simulação seriam raros e teriam mais convicção para marcar faltas e o futebol ganharia em qualidade.

Utopia? Não acho. Prefiro pensar que é falta de vontade , do fato da maior parte estar preocupado em ganhar de forma imediata e não pensar no que pode conseguir a longo prazo. Mas ainda acredito que mudanças podem acontecer. Se não for para acreditar, prefiro desistir de acompanhar o futebol.

M1to ou mic0?

A saída de Ricardo Gomes do comando técnico do São Paulo era esperada, principalmente depois dos boatos e barulho que tomaram conta do dia a dia nos lados do Morumbi. A “indecisão” sobre Ceni só fez com que o agora ex-técnico não tivesse paz e esperasse pelo inevitável desligamento. Para o torcedor são paulino a decisão foi quase como a conquista de um título.

Como pensar diferente ao saber que seu maior ídolo voltará a representar seu clube de coração? Impossível não sonhar com a repetição do sucesso dele em sua carreira como jogador. Ainda mais com sua aposentadoria recente. Muitos do atual elenco tricolor jogaram com ele ou pelo menos tiveram convivência com Rogério e Isso tende a ser um fator positivo. Ele começará seu trabalho respeitado pelo elenco.

Mas e sua rotina como treinador? O quanto a preparação teórica de um ano será suficiente para um bom trabalho? Como será a pressão em caso de resultados ruins? A idolatria do mesmo pode jogar uma pressão exagerada em cima do elenco. Ou vocês acham que a torcida irá culpar Ceni em caso de uma sequência de tropeços?

Rogério sempre teve postura firme e seu amor pelo São Paulo é incontestável. Ele só aceitou o desafio por acreditar que está pronto para tal. Mas todos sabemos que o futebol é ingrato, principalmente no Brasil. Ok, ele começa seu trabalho com um torneio amistoso ( Flórida Cup) e depois tem na teoria um semestre tranquilo com campeonato paulista e fases iniciais da Copa do Brasil. Imaginem vexames logo no primeiro semestre? Sofrer derrotas humilhantes nos clássicos?

Em compensação, podemos ir no outro extremo. Um campeonato paulista com vitórias convincentes e invicto nos clássicos regionais. A moral do time irá lá em cima , Morumbi cheio e parecendo caldeirão a cada jogo. Sim, temos que pensar que a simples presença de Ceni será suficiente para levar o são paulino a lotar seu estádio.

Por hora, tudo é especulação, mas a certeza que temos é que a história de Rogério Ceni como treinador deverá ter a mesma marca do seu tempo de jogador. Os rivais torcendo por tropeços e os tricolores querendo que a história vitoriosa ganhe várias páginas

Verde da esperança

Quase uma semana do trágico acidente na Colômbia. O que no começo era choque, virou dor ainda em fase de cicatrização. Mas a dor vem acompanhada de alento.

As lágrimas que só carregavam tristeza hoje já permitem uma emoção diferente. A homenagem feira pelo Atlético Nacional e o povo colombiano foram ações que me deixaram sem palavras. Em um mundo marcado pelo egoísmo, marca presenciar atitudes assim.

Impossível assistir os jogadores do Atlético cantarem “Vamos, vamos Chape” após a vitória no último sábado sem se emocionar. Não sentir nada ao ver as homenagens pelo mundo todo. Das pessoas usando redes sociais para compartilhar estas ações solidárias. De presenciar as quatro torcidas de São Paulo juntas de forma inédita cantando pelo time de Chapecó.

Impossível escrever sem lembrar e sentir as lágrimas caírem. Sem emoção. Durante um tempo será assim. E isso me traz esperança de dias melhores. Tivemos uma tragédia de dimensão ímpar. E ela não deve cair no esquecimento. Mas pode servir de um estopim para algo maior. Mostrar que somos capazes de nos preocupar com o próximo. De que o esporte é acima de tudo para integrar as pessoas. Rivais sim, inimigos nunca.

Que nosso legado seja um mundo melhor . E que daqui alguns anos possamos contar com orgulho como uma tragédia esportiva foi capaz de mudar o mundo para melhor;

Futebol e suas emoções

Este é um dos posts mais difíceis que escrevo para o blog. Já passei por muitas situações, tive que ser imparcial em diversos momentos, tanto a favor como contra.

Acima de tudo, futebol envolve paixão, envolve sentimento. Sorrir por uma vitória, comemorar de foram efusiva uma conquista.

Chorar emocionado por uma conquista inédita. Sofrer por um rebaixamento ou eliminação.

Alegria, dor, tristeza, raiva. O futebol é mais que só um esporte. Mexe com o emocional. Desde uma pequena criança que se envolve pelo seu time até pelos mais velhos que carregam as histórias por toda sua vida.

Dentro de campo, emoções válidas. Naturais do ser humano. Naturais da rivalidade sadia entre clubes. Vira e mexe acontecem histórias de superação, de um clube pequeno que consegue uma chance de fazer história.

A Chapecoense tem uma história de conquistas. Como o clube foi sendo administrado corretamente , com conquistas dentro de campo e como o clube conseguiu sua superação neste ano e rumava para uma final sul-americana inédita, em mais uma linda página desta história.

E infelizmente, histórias também têm páginas tristes. Sofri ao saber do acontecido. Indo dormir tarde por motivo de trabalho e madrugada com o baque sobre o acidente e ansioso por saber notícias.

Começar a terça-feira com a noticia de mortes confirmadas me fez perder o chão. Procurar por informações, entrar em sites e querer saber mais. E ter aquele aperto no peito, sofrer a distância e pensar no quanto quem tem envolvimento emocional com os passageiros deve estar sofrendo.

Escrevi este texto com lágrimas nos olhos. Uma história tão bonita não podia acabar assim. O futebol fica para escanteio neste momento.

A ficha não caiu. Mas vamos deixar que a última lembrança deles sejam este vídeo gravado depois da classificação para a final. Eles merecem esta homenagem.

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