Os clubes cariocas perderam sua força no cenário nacional e 2018 foi mais um ano em que esta situação ficou clara, com os resultados ruins nas principais competições disputadas, com exceção do Flamengo.
Tivemos a bagunça do campeonato estadual, com um regulamento confuso que resultou na conquista do Botafogo.

Botafogo esse que passou por um ano de restruturação, chegou a ser ameaçado pelo rebaixamento, mas conseguiu se recuperar nas mãos de Zé Ricardo e chegou até a sonhar com vaga na pré-Libertadores, terminando numa honrosa 9º posição, muito além do que os torcedores sonhavam quando
Alberto Valentim assumiu o time e sofreu nas últimas posições.

Valentim que acabou terminando a temporada no Vasco em baixa. O time só não foi rebaixado por conta do que os rivais não fizeram ao longo da competição, em um ano com problemas na diretoria, acusações nas eleições, desmanche do elenco por motivos diversos. Por pouco o time não sofreu mais um rebaixamento para sua história, que poderia fazer com o que time entrasse de vez em sua época mais negra. Seria muito complicado subir para a primeira divisão com o caos que impera em São Januário.

Situação essa que também ameaçou o Fluminense, que por muito pouco também não foi parar na série B. Com situação financeira caótica, o time teve um ano complicado, atolado em dívidas e ações trabalhistas que desmancharam o time da temporada passada, tendo em Gustavo Scarpa o caso de maior repercussão, mas que ainda gerou algum retorno financeiro graças ao acordo entre Palmeiras e Fluminense.

O Flamengo foi o único carioca que teve um ano mais tranquilo, graças ao ótimo trabalho que foi feito em relação ao saneamento das finanças do clube, que permitiu investir em contratações e montar um elenco forte e que não conseguiu nenhuma conquista em parte pela falta de foco da direção, que praticamente “obrigou” o técnico Barbieri a escalar força máxima nas três competições disputadas. A falta de uma conquista faz com que a impressão seja ruim. Se a saída na fase das oitavas da Libertadores foi lamentada, não podemos dizer o mesmo na Copa do Brasil (onde chegou até a semifinal) e no campeonato Brasileiro (vice-campeão).

A falta de receitas deverá ser o principal problema de Botafogo, Fluminense e Vasco para 2019. Os dirigentes destes três clubes terão muito trabalho para reforçar seus times. Inclusive, com poucos nomes de destaque nos seus elencos, a maior chance será apostar no trabalho dos olheiros, para encontrar nomes bons e baratos ou conseguir empréstimos de jogadores que estejam sem espaço em outros clubes. Infelizmente, deve ser um ano que os cariocas citados devem lutar novamente contra o rebaixamento.

Para o Flamengo, a próxima temporada será de pressão para conquistar algum título de expressão. O elenco desta temporada deverá ter reforços de peso para 2019 e novamente teremos o rubro-negro como um dos favoritos nas competições que irá disputar (Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores). A nova diretoria e o novo treinador (ainda não confirmado até esta postagem) sabem que a torcida irá cobrar o sucesso do clube, em algo que pode gerar problemas inclusive para jogadores que não estejam rendendo o esperado. Da minha parte, acredito que o a torcida terá motivo para comemorar e que teremos ao menos um título do Flamengo em 2019.

Fim da expectativa – Carille de volta ao Corinthians. Foi a melhor escolha do treinador?

Nesta sexta-feira foi oficializado o retorno de Fábio Carille para o Corinthians em 2019, depois de uma passagem relâmpago na Arábia, em notícia que deixa os corinthianos empolgados depois de um segundo semestre para ser esquecido, onde o time caiu de desempenho e quase foi rebaixado, com trabalhos ruins de Osmar Loss e Jair Ventura.

Entendo o lado da direção, ao buscar um treinador que deixou uma ótima imagem em 2017, até pelo fato que o mercado não possui nenhum outro nome de peso. É a contratação que terá uma ótima repercussão para apostar em melhoras na próxima temporada. Mas confesso que não fica claro o motivo pelo qual o treinador aceitou retornar para o Brasil e ainda mais para o Corinthians. Ele pediu demissão e saiu por cima. Pensando em termos de mercado, ele poderia muito bem assumir o Flamengo, que procura um técnico e possui condições financeiras de montar um bom time e lutar por títulos.

Retornar ao Corinthians é um risco grande para o treinador. Pode colocar em cheque o trabalho surpreendente que ele teve em sua primeira passagem. A torcida não deverá ter paciência e a cobrança por títulos deve existir. O lado positivo é que ele pode mostrar neste retorno que é um técnico de ponta em pouco tempo de trabalho. Afinal, ele terá que montar um time totalmente novo para a próxima temporada. Como foi dito pelo repórter Marco Bello (Rádio Transamérica), o Corinthians deverá ter receitas maiores no ano que vem, mesmo fora da Libertadores, podendo reforçar o time. Tanto que hoje temos diversos boatos de jogadores que interessam ou foram oferecidos e a informação é que Carille já está trabalhando em conjunto com a diretoria, indicando jogadores que ele gostaria de trabalhar e além disso, ele terá a volta de quase toda comissão técnica vitoriosa.

Uma nova conquista nacional (Copa do Brasil ou Brasileiro) deixará o técnico na primeira prateleira do futebol nacional. Mas um fracasso na volta poderá manchar o que conquistou em 2017 e até colocar em cheque a sua qualidade. A ausência de títulos irá fazer com que muitos da imprensa afirmem que o destaque dado foi exagerado.

Sobre a saída da Arábia, não acho que ele agiu errado. Pelo que se comenta, ele não recebeu o que foi prometido em sua ida e opta pelo retorno, mesmo com um trabalho que estava sendo elogiado.

A aposta é arriscada, mas acredito que o treinador refletiu demais em relação a sua decisão e possui grandes chances de manter a qualidade do seu trabalho e até se credenciar para metas maiores.

Balanço do ano – Atlético-MG e Cruzeiro

Continuando o balanço, vamos para Minas Gerais, onde os rivais tiveram anos opostos, com o lado azul sorrindo e o lado alvinegro bem apreensivo.

Mano Menezes é um dos poucos técnicos que sobreviveram a guilhotina que impera no cenário nacional, graças principalmente à conquista da Copa do Brasil. O estadual mineiro (como quase todos os estaduais) possui pouca relevância no quis diz respeito a uma temporada inteira, mas ajudou a aliviar a pressão em cima do técnico. Com peças qualificadas, esperava-se um futebol melhor do time, que sofreu mais do que necessário para sagrar-se campeão da Copa do Brasil nos duelos contra Santos e Palmeiras, decepcionou na Libertadores e ficou longe dos ponteiros no campeonato nacional.

O Atlético-MG por outro lado, foi um dos grandes que mais deixou seus torcedores frustrados ao longo do ano. Alto investimento, mudanças de técnico e campanha apenas regular no campeonato brasileiro foram pouco para um time que tinha condições, pelo menos no papel, de estar disputando as primeiras posições do campeonato Brasileiro. Pesa muito o sucesso do seu rival regional e terá a incômoda situação de disputar a pré-Libertadores em 2019, sendo obrigado a adiantar seu planejamento para a temporada.

Vejo o Atlético-MG precisando de sorte para acertar na mudança / renovação do elenco para o ano que vem. Possui boas peças, mas que ainda não deram liga e que custam caro aos cofres do clube. Dirigentes terão muito trabalho.

O Cruzeiro também possui uma folha salarial alta, mas o título da Copa do Brasil foi vital para manter as finanças ao menos sob controle. As opções no elenco devem fazer com que alguns jogadores do elenco atual sejam negociados, para aliviar as despesas. Os maiores baques hoje seriam em caso de saídas de Dedé (algo que não acredito nesta próxima janela) e Arrascaeta (esse com mais chances devido à grande temporada). As saídas cogitadas de Thiago Neves, Sassá e Sóbis não iriam prejudicar o time (a saída do primeiro pode inclusive dar fôlego para manter o uruguaio no elenco).

Vejo o Galo lutando para se recuperar no ano que vem, mas não entre os favoritos, ao passo que a Raposa começará 2019 novamente como favorita a títulos.

Balanço 2018 – Grêmio e Inter

De uma forma geral, o fim de ano é época de rever o que aconteceu ao longo do ano e planejar o ano que vem. Com os clubes isso não é diferente. Começo minha análise sobre os principais clubes do Brasil pelo Sul do país. Grêmio e Internacional não podem reclamar do ano de 2018.

Renato manteve seu ótimo trabalho e teve uma temporada digna de elogios, mesmo com a ausência de títulos importantes. O Grêmio mais uma vez foi o time que apresentou futebol mais agradável de assistir, privilegiando um estilo ofensivo. Uma dupla de zaga que é uma das melhores que vi jogar (Geromel e Kannemann), com o técnico recuperando jogadores desacreditados e uma temporada de altíssimo nível do atacante Everton. Faltou pouco para que o time chegasse na segunda final consecutiva da Libertadores. A conquista do estadual, mesmo mesclando o time durante toda a competição, mostra a qualidade do elenco. Não possui opções no mesmo porte de Palmeiras, por exemplo, mas consegue ter um elenco que permitiu uma boa campanha no Brasileiro, mesmo poupando jogadores.

No Beira-Rio o final da temporada pode ser considerado muito melhor do que o esperado para um time que teve problemas para subir da série B para a série A e tropeçou no estadual. O time começou oscilando no campeonato nacional, mas quando ficou focado apenas no Brasileiro, cresceu de produção sob o comando de Odair e chegou até a ameaçar a liderança do Palmeiras, se não fossem os tropeços na reta final. A temporada teve como destaques Marcelo Lomba (que substituiu muito nem o lesionado Danilo Fernandes), o zagueiro Victor Cuestas e o meio campista Rodrigo Dourado.

Para 2019 acredito que o Grêmio deve continuar entre os times que devem lutar por títulos importantes ao passo que o Internacional deverá trabalhar para ter um time forte para disputar a Libertadores. O que pode pesar é que com exceção dos goleiros, os demais podem ser sondados na próxima janela e suas saídas não seriam facilmente supridas no mercado. Outro ponto a ser citado é que o Tricolor gaúcho conta um elenco com uma faixa etária elevada e que pode ter problemas com lesões, sem conseguir ter qualidade para manter o time em alto nível , como aconteceu nos dois últimos anos.

Fantasma do Z4. Quem irá sofrer com a série B em 2019?

Domingo teremos o fim do campeonato Brasileiro e a disputa que mais emocionante promete ser na parte debaixo da tabela. Quem irá se juntar a Paraná e Vitória na série B? Apesar de matematicamente ser possível, é improvável que os dois cariocas ameaçados caiam. Seria necessário uma combinação de resultados, com placares elásticos para que isso ocorra. Mas tanto Fluminense como Vasco preocupam seriamente suas torcidas para a última rodada.

O Sport teoricamente terá um jogo fácil pela frente. Encarar um Santos muito desfalcado e em casa é um dos melhores cenários para quem precisa da vitória para se livrar do rebaixamento. O problema é que não depende apenas do seu resultado para manter-se na série A.

Algo diferente do que ocorre com os demais, que só dependem de si. O América-MG encara o Fluminense fora de casa, mas com o time carioca sem técnico e em crise. Não só não vence, como está em uma seca de gols histórica. O confronto é recheado de emoções pelo fato que o time mineiro se livra do rebaixamento se vencer fora de casa casa, em resultado que pode rebaixar o Tricolor carioca.

Chapecoense, Vasco e o próprio Flu ainda podem se salvar em caso de tropeços, fato que deve fazer com que os torcedores também acompanhem com afinco e preocupação o que ocorre nos outros jogos. Se o Fluminense não fizer sua parte (ao menos um empate) torce para que Vasco não pontue e que a Chapecoense não vença.

O Vasco se salva com um empate, mas em caso de derrota para o Ceará, possui mais condições para se salvar (bastando que o América-MG e Chapecoense não vençam suas partidas).

Já a Chapecoense sabe que se não vencer seu jogo , só se salva se o América-MG não pontuar e o Sport não vença sua partida.

Meu palpite é que Sport, América e Chapecoense vençam suas partidas e o Vasco perca para o Ceará e isso faça com que Vasco e Sport sofram na série B em 2019.

O que vocês acham? Quais seus palpites?

Em campanha histórica, Palmeiras garante mais um título nacional para sua galeria

Como já citei em outros posts, fui um dos críticos ao retorno de Scolari ao Palmeiras e não tenho vergonha de assumir que errei. O técnico não implementou nenhuma tática mirabolante ou fez o time jogar um futebol vistoso, mas deu uma personalidade ao time, recuperando jogadores em baixa e tendo destaques improváveis.

As quedas nas semifinais da Libertadores e Copa do Brasil foram sentidas, mas minimizadas graças a uma arrancada no Brasileirão, onde mesmo com diversos jogadores poupados, o time fez o necessário para assumir a liderança e com uma sequência invicta histórica venceu com méritos o campeonato nacional.

Mesmo quando tropeçou, seus rivais não aproveitaram as oportunidades para diminuir a diferença de pontos e ameaçar a conquista. O último sopro foi nesta penúltima rodada, onde um ainda ameaçado Vasco fez uma boa partida, comandado por Maxi López e Pikachu e poderia ter saído em vantagem já na primeira etapa. E em Minas, o Flamengo fazia sua parte, ao abrir o placar contra o Cruzeiro. Diferença indo para três pontos e decisão para a última rodada.

Sabendo do resultado em BH, vimos um Palmeiras voltando melhor do intervalo, disposto a não dar mole para o azar. E quis o destino que na metade do segundo tempo, Felipão lançasse Deyverson em campo. O limitado, mas esforçado jogador brilhou como aconteceu em outras partidas e se tornou herói da partida ao aparecer na área, abrindo o placar em São Januário. Resultado magro, mas suficiente para garantir o título palmeirense com uma rodada de antecedência.

Título com a cara de Scolari. Com Weverton conquistando sua vaga no gol e provando que pode ser importante na próxima temporada. Com Gustavo Gomez aparecendo como grata surpresa na zaga, devendo inclusive começar como titular no ano que vem.

Com Lucas Lima superando a desconfiança inicial de sua vinda e sendo importante na campanha do “Time do Brasileiro”. Com Devyerson se tornando um artilheiro improvável, com gols importantes, mas que não deve ter espaço em um elenco que deve ser reforçado na próxima temporada, mesmo sendo o centroavante típico que Felipão gosta.

E com grande destaque para Dudu, que passou por problemas e quase saiu para a China e nas mãos de Scolari foi o nome do Palmeiras na temporada e deve ser eleito o melhor jogador do Brasileiro.

Título conquistado com méritos. De um clube que se acertou dentro e fora de campo (com as finanças e patrocínio) permitindo segurar jogadores importantes, sem necessidade de vender em qualquer proposta vinda do exterior e com condições de contratar reforços que chegam convencendo a torcida.

Palmeirenses estão sorrindo nesta segunda e devem ter motivos para esperar um 2019 ainda melhor.

Queda no segundo turno custou caro e Aguirre é demitido do São Paulo

Em várias rodadas eu vi no São Paulo um time favorito ao título, com Diego Aguirre realizando um trabalho muito acima do esperado com um elenco novamente em reconstrução. A direção conseguiu evitar o desmanche dos últimos anos e investir em contratações. Mas diversos fatores fizeram com que a ótima vantagem evaporasse.

Lesões obrigaram o técnico a não precisar achar alternativas praticamente desde o mês de Setembro, algo que mesmo um time com um elenco qualificado teria problemas para lidar. Mas é nítido que o técnico mostrou problemas após a eliminação na Copa Sul-Americana. Com semanas livres para treinar, era esperado que o time apresentasse mais qualidade e o uruguaio encontrasse alternativas táticas.

O time não só perdeu a liderança como hoje vê sua vaga direta para a Libertadores seriamente ameaçada. A pá de cal foi a má atuação do time no clássico contra o Corinthians, onde teve um segundo tempo inteiro com um jogador a mais, mas levou sufoco do rival e se não fosse por uma péssima arbitragem, o prejuízo seria ainda maior, já que o empate ficou de bom tamanho.

O técnico possui grande parcela de culpa e isso não pode ser ignorado. Mas não consigo entender o que se espera dessa mudança na reta final do campeonato. Duvido que um interino vai conseguir dar algum choque no elenco, a não ser que o agora ex-técnico tenha perdido o vestiário e alguns jogadores estivessem trabalhando para derrubar o treinador.

Mas antes do campeonato começar, o São Paulo não era cotado entre os favoritos e uma vaga na Libertadores estaria de bom tamanho. A expectativa criada pela possibilidade de título inédito pesou contra o treinador, que viu a análise do seu trabalho ser prejudicada. Se o Tricolor tivesse se mantido apenas na disputa entre segundo e quarto lugar, duvido que o treinador fosse demitido. Mas como ele fez mais do que esperado com este elenco, o nível de exigência aumentou e a demissão ocorreu.

Com a subida de outros clubes, o São Paulo deve agradecer o primeiro turno e comemorar a ida pelo menos para a fase pré-Libertadores. Infelizmente, outro trabalho que não teve tempo para ser analisado e no ano que vem, o time irá começar do zero novamente.

Boca x River – Final para ser lembrada por anos

O futebol nos brinda com algumas rivalidades que ultrapassam fronteiras. Que geram expectativas e repercutem não apenas com os torcedores envolvidos. Boca Juniors x River Plate é um tipo de jogo que em um amistoso (se é que é possível ter um jogo que não valha nada entre os dois) que já seria cercado de expectativa. O que pensar de um duelo que “só” vai decidir o campeão da Libertadores de 2018?

Dois jogos que prometem ser eletrizantes. Que devem chamar atenção não só na Argentina, como pelo mundo todo. Toda a história entre os clubes que vai chegar ao seu ápice. Não existe possibilidade de termos algo parecido na América Latina. Os dois maiores clubes da Argentina decidindo um título que vai ficar marcado na história. O vencedor terá algo para se vangloriar. O perdedor terá um “peso” para carregar eternamente.

Para nós, um misto de inveja, mas também a possibilidade de assistir de camarote a dois jogos sensacionais. Primeiro porque tecnicamente, os dois clubes chegaram a final com times qualificados. O River já chamava atenção desde o fim da fase de grupos.Já o Boca mostrou uma evolução surpreendente após a Copa. Reforços que se entrosaram rapidamente e elevaram o patamar do time.

Por mais que nesta edição alguns fatores nos levem a pensar em favorecimento dos clubes, não podemos tirar os méritos pela chegada na final de nenhum dos dois. Não espero que a final vá ser decidida amanhã. Pelo contrário, imagino que vamos ter um bom jogo de futebol , que vai exigir muito da arbitragem, mas que será decidido na bola.

Dois jogos que ficarão gravados na história do futebol.

Sem ficar em cima do muro? River Plate leva este título. E vocês, o que acham?

Palmeiras sofre, mas leva a melhor no clássico Paulista

Na reta final do campeonato, o Palmeiras lembra um corredor que mesmo cansado, busca aquele último gás para um sprint final, para garantir sua vitória. Sentindo a eliminação pela Libertadores e com o time claramente desgastado, o alviverde teve um adversário complicado pela frente, mas saiu com mais três pontos na conta, ampliando ainda mais a vantagem na liderança para Flamengo (que apenas empatou com o São Paulo). Por hora, apenas o Inter (que contou com bela ajuda da arbitragem)

Uma primeira etapa tranquila, com dois gols , marcados por Dudu e Edu Dracena deram grande vantagem para o time de Felipão e deixava no ar a possibilidade até de uma goleada a favor dos donos da casa. Mas o Santos de Cuca mostrou em campo porque deixou de lutar contra o rebaixamento e se firmou entre os clubes que lutam pela vaga na Libertadores. O técnico mexeu bem no time e aproveitando o desgaste rival, criou lances de perigo e empatando a partida até sem grandes dificuldades com Copete e Dodô.

Apesar de jogar em casa, o resultado não era ruim para o Palmeiras, algo que não interessava para o Santos. Situação que ficou ainda pior após cobrança de falta de Victor Luis, que contou com bela colaboração de Vanderlei no lance (em rara falha do arqueiro) dando números finais para o clássico. O 3 x 2 foi justo pelo que vimos em campo, com uma importante diferença de 5 pontos e sem confronto direto com quem sonha em tirar o título palmeirense. Em que pese o lado físico (que deve ser minimizado nas próximas rodadas), a diferença de duas rodadas para os adversários é algo que permite ao time de Felipão “negociar” os próximos jogos , já que a pressão está em seus adversários. Além disso, o campeonato reserva nesta reta final pelo menos três jogos mais tranquilos (Paraná, mesmo fora de de casa, América e Vitória em casa) são jogos onde o time deve conseguir 9 pontos.

Pelo que estamos vendo, somente com tropeços improváveis que iremos ver o título fugir das mãos alviverdes.

Boca silencia o Allianz e garante vaga em final inédita

Ao contrário dos pontos corridos, disputas em mata-mata normalmente são decididas no primeiro jogo. Viradas acontecem, mas não são usuais. O péssimo jogo do Palmeiras na Bombonera custou caro. Claro que a história teria sido diferente se as falhas de Felipe Melo e Luan não tivessem proporcionado o 2 x 0 contra. Um empate na Argentina deixaria a classificação em aberto, com o Palmeiras tendo totais chances de chegar na final.

Mesmo assim, o time entrou focado, consciente que teria 90 minutos para marcar pelo menos dois gols. A torcida, que já tinha todos os motivos para acreditar, inflamou com o gol logo no início. Mas, o VAR foi utilizado e anulou corretamente o gol. Tal fato levou a torcida e o time da euforia para a apreensão, mesmo com o jogo todo pela frente. A anulação motivou o Boca, que começou a ameaçar a meta de Weverton e abriu o placar com Ábila, em falha de Luan.

A vantagem obrigava o time a marcar 4 gols para conseguir a classificação. Impossível? Parecia que não. Mesmo com o Boca controlando o jogo, o alviverde teve sua dupla de zaga sendo vital para renovar as esperanças de uma virada heroica. Luan empatou a partida e o ótimo zagueiro Gustavo Gomez (uma grata surpresa encontrada pelo Palmeiras) assumiu a responsabilidade ao cobrar penalidade e virar o jogo. 0 2 x 1 era insuficiente, mas ainda tinha muito jogo pela frente.

Mas a eliminação do Palmeiras tem nome. Benedetto, que já tinha feito os gols na Argentina, entrou no segundo tempo, com o Palmeiras sentindo a parte física (tanto pelo jogo de ontem, como pelo cansaço acumulado) e precisando correr riscos em busca da ampliação do placar e aproveitou lapso da marcação, que começou com Felipe Melo (que falhou na marcação e por conta do cartão amarelo não pôde matar a jogada). O chute de fora da área não deu chances de defesa e decretou empate em 2 x 2.

Felizmente não vimos o Boca Juniors querendo provocar os rivais, tanto que o jogo terminou sem discussões, entradas violentas ou brigas entre os jogadores. O Palmeiras saiu de campo aplaudido pela torcida e focado em manter a boa vantagem no Brasileiro. Já o Boca Juniors irá fazer duas finais eletrizantes contra o River , em clássico que deve parar a Argentina nas próximas semanas.

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